Fu Manchu: Banda segue mantendo a cartilha do Stoner
Resenha - Gigantoid - Fu Manchu
Por Marcelo Hissa
Postado em 04 de março de 2015
Nota: 8 ![]()
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A regularidade é uma característica fundamental para construção de um álbum coeso. Nem todo álbum precisa ter seu lado orquestral magnânimo contrastado pela balada medíocre. Sem altos e baixos, apenas a ressoada contínua do bom Stoner Metal fazem de Gigantoid da banda Fu Manchu um ótimo álbum.
Lançado em 2014 pela banda californiana, Gigantoid é o 11º álbum de estúdio. Logo de cara o que mais se chama a atenção e a guitarra rítmica distorcida dando o temperamento do álbum. Sem adentrar para a diversidade musical irregular, percebe-se o groove em músicas como Anxiety Reducer e The Last Question, a velocidade em Radio Source Sagittarius e Triplanetary e a clareza em Dimension Shifter.
Os solos são outra excepcionalidade; muitas vezes remetem a psicodelia sem apelar para o exagero. Tudo fica bem encaixado sem tornar as músicas forçadas ou longas demais. Algumas músicas tem uma sonoridade que aproximam-se de outros estilos como o hardcore em Invaders of my Back, o hard rock setentista em Anxiety Red, o progressivo psicodélico em The Last Question. Essa última com quase 8 minutos de duração é uma viagem quase espacial, de forma que ela não termina, ela derrete-se.
Os vocais de Scott Hill são simples e criados para soarem despretensiosos, característico do estilo. O baixo grave bem conectado a bateria consolidam a uniformidade da banda.
Fu Manchu segue mantendo a cartilha do Stoner, um metal despojado, simples, pra ouvir enquanto a fumaça vai se dissolvendo seus circuitos neuronais. Nada de Wall of Death, nada de bater a cabeça desenfreadamente, apenas apreciação musical com sua guitarra invisível.
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