Intronaut: Metal Progressivo de primeira qualidade
Resenha - Habitual Levitations (Instilling Words with Tones) - Intronaut
Por Rodrigo Gomes de Cayres
Postado em 29 de janeiro de 2015
Nota: 8 ![]()
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19 de março de 2013. Esta é a data de lançamento do álbum que mais tenho ouvido nos últimos meses, Habitual Levitations (Instilling Words with Tones) da banda californiana INTRONAUT.
Tive a surpresa de conhecer esta banda através do post de um amigo no Facebook. Como curioso de costume, pude perceber logo de cara a qualidade sonora da banda e dos músicos, tal perfeita é a execução deste vídeo gravado em estúdio. A música postada é Sore Sight for Eyes, deste mesmo álbum.
É difícil definir INTRONAUT, e principalmente este álbum, além de um Metal Progressivo de primeira qualidade, com tempos complexos. As linhas vocais e de guitarra de Sacha Dunable e Dave Timnick se encaixam muito bem entre si, deixando boa parte do trabalho em destaque para o baterista Danny Walker, completando a banda com as linhas de baixo bem elaboradas de Joe Lester.
Seus primeiros dois álbuns são mais agressivos, com vocais urrados. Já o terceiro álbum, Valley of Smoke, de 2010, representa uma fase de transição entre o som apresentado até então, e o que viria a definir o álbum Habitual Levitations, também trabalhado, mas desta vez com vocais mais limpos, porém mantendo a mesma complexidade apresentada na origem da banda. Algumas pessoas ainda preferem os primeiros álbuns com esta linha mais agressiva, mas não podemos negar que o álbum de 2013 é mais acessível e se tornou a porta de entrada para apresentar a banda.
As faixas 4, Sore Sight for Eyes, e 1, Killing Birds with Stones, são as músicas que indico pra quem ainda não conhece INTRONAUT, tendo uma pegada mais comercial, até.
4. Sore Sight for Eyes
1. Killing Birds with Stones
Já na faixa 2, Steps, me chama a atenção para a bateria, com a marcação de chimbal em um tempo diferente do restante (conferidos a partir dos 1m05 e 4m00). Já na faixa 5, Milk Leg, existe um trabalho bastante interessante da bateria, somado à sincronização das guitarras.
5. Milk Leg
Na sexta, Harmonomicon, o álbum fica mais leve, com uma música mais cadenciada e pendendo para o jazz, bem encaixada após o conjunto de músicas mais rápidas do início.
6. Harmonomicon
A faixa de número 7, Eventual, inicial com um riff à la Children Of the Grave, do Black Sabbath. Mas logo começa o peso novamente, com outra cadência no final.
7. Eventual
A faixa 8, Blood from a Stone, pode ser considerada uma introdução para a faixa final. Executada basicamente entre vocal e guitarras, a música contém um dedilhado calmo, criando um clima para a introdução da faixa de encerramento do álbum. The Way Down finaliza o álbum com perfeição, em uma atmosfera bastante introspectiva, dando certo destaque para o baixo e a bateria (bumbo e tambores).
9. The Way Down
A banda criada em 2004 continua na ativa e em turnê de comemoração pelo seu 10º aniversário, pelos Estados Unidos e Europa, e não há previsão de que excursionem em solo brasileiro. Para que isto aconteça, uma boa divulgação seria necessária, bem como a atração pelo estilo da banda por aqui.
Já para quem prefere algo um pouco mais "dinâmico", posso indicar o álbum A Sceptic's Universe do Spiral Architect :P
Discografia:
2006 - Void
2008 - Prehistoricisms
2010 - Valley of Smoke
2013 - Habitual Levitations (Instilling Words with Tones)
2006 - Null (EP)
2007 - The Challenger (EP)
Habitual Levitations (Instilling Words with Tones):
1. Killing Birds with Stones (8:02)
2. The Welding (6:00)
3. Steps (5:43)
4. Sore Sight for Eyes (5:30)
5. Milk Leg (6:46)
6. Harmonomicon (6:31)
7. Eventual (6:44)
8. Blood from a Stone (3:04)
9. The Way Down (8:57)
Site:
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