Marilyn Manson: Continuando em sua metamorfose sonora
Resenha - Pale Emperor - Marilyn Manson
Por Alisson Caetano
Postado em 14 de janeiro de 2015
Nota: 6 ![]()
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Em Eat Me, Drink Me (2007) MARILYN MANSON deu o primeiro passo para a mudança na sonoridade de sua carreira, o que foi levado adiante em High End of Low (2009) e foi aperfeiçoado em Born Villain (2012), um disco mais equilibrado e que abandonava a sonoridade industrial caótica a lá NINE INCH NAILS e abraçava de vez suas influências de glam rock e new wave.
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The Pale Emperor, nono disco de estúdio, parece ser o estabelecimento de Manson em sua nova empreitada sonora, menos metal e deixando mais evidentes suas influências seminais, que moldaram seu som e até seu visual nestes mais de 20 anos de carreira.
É bom enfatizar: os fãs de Antichrist Superstar e Holly Wood (In the Shadow of the Valley of Death) e os fãs da postura provocativa e contestadora dos costumes da sociedade tem motivos de sobra para não gostar de The Pale Emperor. Parece ser um trabalho onde Brian Hugh Warner assume as rédeas no lugar de Marilyn Manson, sendo o visual um artigo secundário e o trabalho musical o fator crucial aqui (e até em seus trabalhos anteriores).
Sem a predominância dos efeitos eletrônicos nas músicas, algumas ideias e referências ficam claras e fáceis de serem percebidas, como em "Deep Six", com uma bateria new wave de rítmo vibrante e influência de DEPECHE MODE e ROXY MUSIC. "Third Man of a Seven Day Bringe" parece buscar elementos de rock alternativo dos anos 90 e consegue ser uma das melhores músicas do disco.
"Slave Only Dreams to Be King" é a única exceção do disco, onde Manson olha para sua própria carreira e constrói um dos poucos momentos unicamente industriais do trabalho. "Birds of Hell Awaiting" é a surpresa e o destaque absoluto. Filho prodígio de "Personal Jesus", possui um clima country e blues muito interessante além das linhas de baixo muito bem construídas.
É interessante citar o trabalho instrumental do disco. Talvez seja o mais "enxuto" de toda a carreira de Manson, onde não são usados inúmeras trilhas de guitarras sobrepostas e, como citado anteriormente, efeitos industriais. O destaque do disco é o baixo, aqui a cargo de Twiggy Ramirez, que usa de vários efeitos e consegue soar vibrante, contribuindo para o resultado esperado em cada uma das músicas.
Porém, o disco possui algumas inconsistências, a começar pela faixa de abertura, "Killing Strangers" que, apesar do andamento marcial interessante, se estende além do necessário. "The Mephistopheles of Los Angeles", "The Devil Beneath My Feet" e "Cupid Carries a Gun" são os fillers do disco (vulgo encheção de linguiça) e "Warship My Wreck" é ruim apenas pela interpretação afetada e cheia de desafinadas de Manson.
Vale citar que a versão Deluxe possui três faixas bônus, todas acústicas de temática obscura e influência de blues. São apenas interessantes e merecem ser conferidas mas não influenciam tanto no resultado final.
The Pale Emperor não é um disco de peso dentro da discografia de Marilyn Manson porém, possui um alguns dos trabalhos autorais mais interessantes de sua carreira e merece ser conferido pelos fãs e por quem ainda não conhece o seu trabalho. Se esse ainda for um trabalho onde estejam buscando sua nova sonoridade mais adequada, os próximos trabalhos podem reservar algumas gratas surpresas.
Tracklist:
1. Killing Strangers
2. Deep Six
3. Third Day of A Seven Day Binge
4. The Mephistopheles of Los Angeles
5. Warship My Wreck
6. Slave Only Dreams to be King
7. The Devil Beneath My Feet
8. Birds of Hell Awaiting
9. Cupid Carries a Gun
10. Odds Of Even
11. Day 3 [Versão Deluxe]
12. Fated, Faithful, Fatal [Versão Deluxe]
13. Fall of the House of Death [Versão Deluxe]
Lineup:
Marilyn Manson - vocais / produção
Twiggy Ramirez - baixo / guitarra
Tyler Bates - guitarra / teclados
Gil Sharone - bateria / percussão
Shooter Jennings - guitarra
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Outras resenhas de Pale Emperor - Marilyn Manson
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