Slash: "World on Fire" é o disco mais pesado que ele já gravou

Resenha - World On Fire - Slash

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Por Ricardo VIlela
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Não podemos dizer que "World On Fire" é um álbum solo de SLASH mas sim de uma concretizada e feroz banda: The Conspirators. Podemos dizer que é o disco mais pesado já gravado por SLASH, que por sinal ficou tão bom quanto o anterior "Apocalyptic Love", se não melhor. Há muitos elogios e críticas em cima das quantidades de faixas no álbum, dinâmica semelhantes das músicas e etc. Enfim, após conhecer melhor, com a riqueza de detalhes as canções podemos analisar e repensar essas críticas. E é em riqueza de detalhes que essa resenha de "World On Fire" foi feita.

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Iniciamos com "World On Fire" faixa título e primeiro single lançado, abre o disco com um riff simples e direto. A melodia da música caminha por um hard rock contemporâneo nas raízes Saul Hudson. Seu excelente solo, forte e rápido, caminha pela penta E (Mi) por todo o braço de sua Les Paul. A música encaixou-se perfeitamente na abertura do álbum e com certeza entra para o grupo das melhores.

"Shadow Life" tem um dedilhado clean na introdução abrindo aresta para o riff principal nas cordas graves. A melodia dos versos é uma das melhores do disco com bastante peso e uma linha de baixo de alto nível, tornando assim um som envolvente para nossos tímpanos. No seu refrão pode-se ouvir um riff de guitarra ao fundo dando um up junto ao vocal de Myles. Todd Kerns tem participação na composição de alguns versos nessa canção.

Com afinação padrão em E (Mi) "Automatic Overdrive" tem um riff principal que lembra algo parecido com IRON MAIDEN e seu solo é voltado nas raizes do Rock n Roll.

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Na posição 4 temos "Wicked Stone" com um riff na mesma idéia de "Standing in the Sun", do album "Apocalyptic Love" de 2012. A canção acalma para um interlúdio, onde SLASH coloca alguns dedilhados aka Mark Tremonti, assim, aprontando para entrar em um longo solo final. SLASH utilizou uma Gibson ES-135 na gravação dessa música.

Já em "30 Years To Life" temos uma introdução com slide feito em uma Gibson Les Paul Junior e um riff bem marcante. Seu refrão entra na mente logo na primeira vez em que ouvimos além de um ótima vocalização em coro.

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Com uma letra notoriamente feita em homenagem a sua falecida mãe, SLASH coloca em "Bent To Fly" um andamento calmo e tranquilo no início amenizando o terreno para um refrão pesado e doce. SLASH e Myles escreveram a letra no camarim do programa de TV Conan O'Brien em novembro de 2013.

"Stone Blind" tem um riff principal com uma mera semelhança com "Coma", do álbum "Use Your Illusion I". Myles Kennedy coloca uma segunda linha vocal extremamente grave no refrão deixando-o intenso e vigoroso. Nesta canção, Slash também usou uma Gibson ES-135.
O riff principal de "Too Far Gone" ja havia aparecido na série de vídeos "Slash - Real To Reel" parte 1. Seu refrão ficou simples ao mesmo tempo brilhante com sua quebra de rítmo. Seu longo solo tem vários bends de dois tons e vários ligatos altamente rápidos. A canção também entra para o time de melhores do disco. Uma curiosidade é que essa música foi trazida das sessões de "Apocalyptic Love".

A peso-pesado vai para "Beneath The Savage Sun" com riffs que recordam algumas idéias do METALLICA além de um vocal de altíssima qualidade e intensidade. Um devastador solo lapidado a ferozes paletadas alternadas e um toque final na escala harmônica, finalizam a faixa nº 9 do disco.

Em "Withered Delilah" temos um simples riff passeando pela escala pentatônica de A (Lá) no qual entrelaçou perfeitamente com o cowbell.

Sem sombra de dúvidas, "Battleground" merece grande destaque no disco! Com sua introdução limpa e serena somada a uma ótima linha de baixo sob as rédias de Todd Kerns, já percebemos o que está por vir. Myles Kennedy coloca nesse registro uma performance vocal esplêndida do começo ao fim. A melodia do seu refrão é simples, grudenta e forte, daquelas de ficar cantarolando desde a primeira vez em que ouvimos a canção. SLASH prepara seu captador do braço para um tranquilo e harmonioso solo bem aveludo. Uma das melhores composições do álbum.

A canção "Dirty Girl" também em afinação padrão E (mi), mostra uma pegada bem animada pecando somente na base do ótimo solo, deixando-o triste e sombrio. Contudo não deixa de ser um boa música. Para a gravação no estúdio Todd Kerns utiliza um baixo Fender Bass 1965 de 6 cordas. SLASH escreveu o riff principal em meados de 2010.

Na 13ª posição temos "Iris Of The Storm" com uma introdução que nos lembram "Ghost", do primeiro álbum solo de 2010 e também "Superman" do VELVET REVOLVER pela idéia do riff em repetição. Única canção no álbum em que SLASH utiliza um pedal Wah Wah para o solo. A canção termina com um psicodélico loop diferente de todas existentes gravações feitas por SLASH.

"Avalon" é uma canção álecre, aberta. Contém um rápido e bom solo. Poderia ser um bônus track do álbum. Música razoável em consideração às restantes do disco.

Para trabalhar em "The Dissident" SLASH utilizou uma Gibson SG de 12 cordas plugado em um amplificador HiWatt Custom 100. Destaque para o belo e ótimo solo, onde temos a boa lembrança do timbre usado por SLASH na era GUNS N ROSES na turnê dos Illusion, um som encorpado com bastante gain. A canção iria se chamar "Conscientious Objector".

A instrumental "Safari Inn" confronta pau a pau com "Jizz Da Pit" do SLASH`S SNAKEPIT e "Watch This" do primeiro disco solo de 2010. Uma pancada hard blues rock de tirar o fôlego! Com belos e ousados licks passando pela pentatônica, penta blues e escala menor E (Mi). Um petardo de alta qualidade!

Para o fechamento, a dramática e grandiosa "The Unholy" vem com uma pegada diferente das outras músicas do disco. Possui uma belíssima introdução que lembram os dedilhados de "Nothing Left To Fear", tema do filme de mesmo nome produzido pela Slasher Films, produtora do guitarrista. Seu refrão é forte e com bastante peso. Possui um belo solo com agradável timbre vintage do Marshall JCM800. Em recente entrevista, SLASH revelou que sua canção preferida do novo álbum é "The Unholy".

O produtor do álbum foi Michael "Elvis" Baskette que já havia trabalhado com Myles Kennedy no album AB III do ALTER BRIDGE de 2010, no qual encaixou-se perfeitamente com SLASH pelo fato de Michael Baskette adorar e entender sobre timbres de guitarra além de ser um dos melhores produtores que ainda trabalham com gravação em fita (modo analógico). Baskette fez um trabalho brilhante com destaque para as ótimas pegadas de bateria comandadas por Brent Fitz e pelas ótimas, belas, estrondosas, notórias linhas de baixo lideradas por Todd Kerns. Apesar de uma ou duas músicas no máximo entrarem para o grupo das "legaizinhas", sendo um álbum grande com total de 17 faixas, mais de 75 minutos de duração, em nota de 0 a 10, World On Fire com certeza leva nota 9 por sua grande qualidade técnica se tornando um dos melhores álbuns de Rock lançado até o momento em 2014.

World On Fire - Slash feat. Myles Kennedy & The Conspirators
Por: Dik Hayd International / Roadrunner Records
Com: Slash (guitarra solo e rítmica), Myles Kennedy (vocal), Todd Kerns (baixo e backing vocals) e Brent Fitz (bateria, percussão e piano elétrico).

Tracklist

01. World On Fire
02. Shadow Life
03. Automatic Overdrive
04. Wicked Stone
05. 30 Years To Life
06. Bent To Fly
07. Stone Blind
08. Too Far Gone
09. Beneath The Savage Sun
10. Withered Delilah
11. Battleground
12. Dirty Girl
13. Iris Of The Storm
14. Avalon
15. The Dissident
16. Safari Inn
17. The Unholy


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