Royal Blood: Disco revelação de 2014 só tem baixo, bateria e voz
Resenha - Royal Blood - Royal Blood
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 06 de outubro de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma banda original, inovadora, que apresente influências concisas mas, ao mesmo tempo, não se torne caricatura do que já foi feito. Parece ser impossível surgir algo desse jeito no cenário. Músicos tentam diversas formações acompanhados de voz, baixo e bateria: uma guitarra, duas guitarras, três guitarras, guitarra e teclado, duas guitarras e teclado, guitarra e violão... tem vez que até excluem o baixo. Até o momento, poucos conseguem fazer o que indica a minha primeira frase.
Com menos do que isso, o Royal Blood conseguiu. O duo britânico, formado por Mike Kerr (vocal e baixo) e Ben Thatcher (bateria) não precisou do tradicional instrumento de seis cordas para fazer o que muito guitarrista tenta: som pesado de verdade. Não é só deixar a afinação mais grave. Não se trata de inserir velocidade em excesso ou deixar a música arrastada demais. Não é uma questão de repetir clichês de forma enlouquecida. A solução passa longe disso. Trata-se de talento.
O Royal Blood surgiu em 2013 e no meio do ano em questão, o baterista Matt Helders, do Arctic Monkeys, causou leve burburinho ao utilizar uma camiseta da banda durante um show no Glastonbury Festival. À época, o duo sequer havia lançado nenhuma música, mas meses depois seria confirmado como atração de abertura do grupo de Helders. Quatro singles foram lançados até o primeiro disco, autointitulado, que chegou ao público no final de agosto.
A qualidade do debut impressiona. O Royal Blood tem originalidade o suficiente para soar inovador e background o bastante para saber de onde tirar. O duo é claramente influenciado por nomes do passado, como Led Zeppelin, Cream e Black Sabbath. Ao mesmo tempo, absorveu um pouco do frescor recente de Jack White e Queens Of The Stone Age. O rock praticado pelo duo tem um pouco da crueza do blues e do garage, uma pitada do alternativo e, especialmente, peso.
O Royal Blood acertou em praticamente tudo. Nas composições, nas performances, em todo o processo de produção e até mesmo na duração do disco - dez faixas, pouco mais de 30 minutos. Deixa a sensação de que o grupo pensou no álbum como unidade, sem fillers ou encheção de linguiça. A audição do trabalho de estreia do duo revelação é altamente recomendada: trata-se de um sério candidato a melhor lançamento de rock do ano.
Leia o faixa-a-faixa completo no link:
http://www.igormiranda.com.br/2014/09/royal-blood-lanca-o-disco-que-voce.html
Royal Blood - Royal Blood (2014)
Mike Kerr (vocal, baixo)
Ben Thatcher (bateria)
01. Out of the Black
02. Come On Over
03. Figure It Out
04. You Can Be So Cruel
05. Blood Hands
06. Little Monster
07. Loose Change
08. Careless
09. Ten Tonne Skeleton
10. Better Strangers
Outras resenhas de Royal Blood - Royal Blood
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
O compositor com "duas das melhores músicas do mundo", segundo Bob Dylan
Ouça e leia a letra de "Ozzy's Song", homenagem de Zakk Wylde a Ozzy Osbourne
Green Day emplaca sua quinta música no "Clube do Bilhão" do Spotify
Luis Mariutti convida membros do Angra para show de reunião: "Só escolher a data"
Tecladista não virá ao Brasil na próxima turnê do Guns N' Roses
Sem visto para vocalista turco, Nevermore suspende atividades nos Estados Unidos
O dia em que guitarrista do Motörhead usou jornais para atrapalhar show do Heaven and Hell
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
Como a mais autêntica banda de rock da América gravou o pior álbum feito por uma grande banda
Ex e atuais membros da banda de King Diamond lançam novo projeto, Lex Legion
Veja o Arch Enemy se apresentando pela primeira vez com a vocalista Lauren Hart
Silenoz explica significado do próximo disco do Dimmu Borgir
Ritchie Blackmore explica por que saiu do Deep Purple: "Eram só interesses financeiros"
A opinião de Lucas Inutilismo sobre o System of a Down e a arrogância no metal
O que Secos & Molhados diz com "os ventos do norte não movem moinhos" em "Sangue Latino"
A opinião do lendário Ney Matogrosso sobre a banda Rammstein


A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



