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Dream Theater 2022

Royal Blood: Disco revelação de 2014 só tem baixo, bateria e voz

Resenha - Royal Blood - Royal Blood

Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Em 06/10/14

Nota: 9

Uma banda original, inovadora, que apresente influências concisas mas, ao mesmo tempo, não se torne caricatura do que já foi feito. Parece ser impossível surgir algo desse jeito no cenário. Músicos tentam diversas formações acompanhados de voz, baixo e bateria: uma guitarra, duas guitarras, três guitarras, guitarra e teclado, duas guitarras e teclado, guitarra e violão... tem vez que até excluem o baixo. Até o momento, poucos conseguem fazer o que indica a minha primeira frase.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Com menos do que isso, o Royal Blood conseguiu. O duo britânico, formado por Mike Kerr (vocal e baixo) e Ben Thatcher (bateria) não precisou do tradicional instrumento de seis cordas para fazer o que muito guitarrista tenta: som pesado de verdade. Não é só deixar a afinação mais grave. Não se trata de inserir velocidade em excesso ou deixar a música arrastada demais. Não é uma questão de repetir clichês de forma enlouquecida. A solução passa longe disso. Trata-se de talento.

O Royal Blood surgiu em 2013 e no meio do ano em questão, o baterista Matt Helders, do Arctic Monkeys, causou leve burburinho ao utilizar uma camiseta da banda durante um show no Glastonbury Festival. À época, o duo sequer havia lançado nenhuma música, mas meses depois seria confirmado como atração de abertura do grupo de Helders. Quatro singles foram lançados até o primeiro disco, autointitulado, que chegou ao público no final de agosto.

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A qualidade do debut impressiona. O Royal Blood tem originalidade o suficiente para soar inovador e background o bastante para saber de onde tirar. O duo é claramente influenciado por nomes do passado, como Led Zeppelin, Cream e Black Sabbath. Ao mesmo tempo, absorveu um pouco do frescor recente de Jack White e Queens Of The Stone Age. O rock praticado pelo duo tem um pouco da crueza do blues e do garage, uma pitada do alternativo e, especialmente, peso.

O Royal Blood acertou em praticamente tudo. Nas composições, nas performances, em todo o processo de produção e até mesmo na duração do disco - dez faixas, pouco mais de 30 minutos. Deixa a sensação de que o grupo pensou no álbum como unidade, sem fillers ou encheção de linguiça. A audição do trabalho de estreia do duo revelação é altamente recomendada: trata-se de um sério candidato a melhor lançamento de rock do ano.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Leia o faixa-a-faixa completo no link:
http://www.igormiranda.com.br/2014/09/royal-blood-lanca-o-disco-que-voce.html

Royal Blood - Royal Blood (2014)

Mike Kerr (vocal, baixo)
Ben Thatcher (bateria)

01. Out of the Black
02. Come On Over
03. Figure It Out
04. You Can Be So Cruel
05. Blood Hands
06. Little Monster
07. Loose Change
08. Careless
09. Ten Tonne Skeleton
10. Better Strangers


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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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