Royal Blood: Disco revelação de 2014 só tem baixo, bateria e voz
Resenha - Royal Blood - Royal Blood
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 06 de outubro de 2014
Nota: 9 ![]()
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Uma banda original, inovadora, que apresente influências concisas mas, ao mesmo tempo, não se torne caricatura do que já foi feito. Parece ser impossível surgir algo desse jeito no cenário. Músicos tentam diversas formações acompanhados de voz, baixo e bateria: uma guitarra, duas guitarras, três guitarras, guitarra e teclado, duas guitarras e teclado, guitarra e violão... tem vez que até excluem o baixo. Até o momento, poucos conseguem fazer o que indica a minha primeira frase.
Com menos do que isso, o Royal Blood conseguiu. O duo britânico, formado por Mike Kerr (vocal e baixo) e Ben Thatcher (bateria) não precisou do tradicional instrumento de seis cordas para fazer o que muito guitarrista tenta: som pesado de verdade. Não é só deixar a afinação mais grave. Não se trata de inserir velocidade em excesso ou deixar a música arrastada demais. Não é uma questão de repetir clichês de forma enlouquecida. A solução passa longe disso. Trata-se de talento.
O Royal Blood surgiu em 2013 e no meio do ano em questão, o baterista Matt Helders, do Arctic Monkeys, causou leve burburinho ao utilizar uma camiseta da banda durante um show no Glastonbury Festival. À época, o duo sequer havia lançado nenhuma música, mas meses depois seria confirmado como atração de abertura do grupo de Helders. Quatro singles foram lançados até o primeiro disco, autointitulado, que chegou ao público no final de agosto.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A qualidade do debut impressiona. O Royal Blood tem originalidade o suficiente para soar inovador e background o bastante para saber de onde tirar. O duo é claramente influenciado por nomes do passado, como Led Zeppelin, Cream e Black Sabbath. Ao mesmo tempo, absorveu um pouco do frescor recente de Jack White e Queens Of The Stone Age. O rock praticado pelo duo tem um pouco da crueza do blues e do garage, uma pitada do alternativo e, especialmente, peso.
O Royal Blood acertou em praticamente tudo. Nas composições, nas performances, em todo o processo de produção e até mesmo na duração do disco - dez faixas, pouco mais de 30 minutos. Deixa a sensação de que o grupo pensou no álbum como unidade, sem fillers ou encheção de linguiça. A audição do trabalho de estreia do duo revelação é altamente recomendada: trata-se de um sério candidato a melhor lançamento de rock do ano.
Leia o faixa-a-faixa completo no link:
http://www.igormiranda.com.br/2014/09/royal-blood-lanca-o-disco-que-voce.html
Royal Blood - Royal Blood (2014)
Mike Kerr (vocal, baixo)
Ben Thatcher (bateria)
01. Out of the Black
02. Come On Over
03. Figure It Out
04. You Can Be So Cruel
05. Blood Hands
06. Little Monster
07. Loose Change
08. Careless
09. Ten Tonne Skeleton
10. Better Strangers
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