Riot: Um impecável e surpreendente trabalho dos nova-iorquinos
Resenha - Unleash The Fire - Riot
Por Rodrigo de Marqui
Postado em 19 de setembro de 2014
Nota: 9 ![]()
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Depois da morte do guitarrista Mark Reale, líder e um dos fundadores da banda (ao lado do também já falecido Guy Speranza), um ponto de interrogação perturbou boa parte dos fãs. Afinal, Reale esteve presente em todos os trabalhos da banda, de 1978 até 2011, quando veio a falecer durante as gravações do estupendo "Immortal Soul", lançado em 2011. Cérebro e coração da banda, Reale motivou seus companheiros a seguirem em frente. Mas os temores de que a banda pudesse se perder em tentativas teimosas de manter o alto padrão de qualidade sem o seu líder natural se concretizaram?
Impecável é o adjetivo que cabe como uma luva para este novo trabalho do RIOT (banda batizada agora de RIOT V, mas na prática ainda é o RIOT que os fãs conhecem). Uma das bandas mais respeitadas do cenário underground do Metal americano, o novo álbum chega como forte candidato a um dos melhores álbuns do ano no Metal. "Unleash The Fire" poderia ser descrito como "continuação espiritual" de "Immortal Soul". De fato, todas as faixas do novo álbum mostram que tudo ainda está no lugar. Os fãs e apreciadores da velha escola do Metal tradicional americano agradecem.
O vocalista Tony Moore foi substituído pelo competente Todd Michael Hall, e a lacuna de Mark Reale foi preenchida por Nick Lee. Os membros mais antigos, o baixista Don Van Stavern e o guitarrista Mike Flyntz parecem agora tomar a dianteira como líderes da banda. Completando o line-up, temos o baterista Frank Gilchriest (também atual Virgin Steele)
Músicas como "Bring The Hammer Down", "Land Of The Rising Sun", "Immortal", "Take Me Back" e "Until We Meet Back Again" poderiam ser descritas como hinos instantâneos que caberiam perfeitamente no álbum anterior, "Immortal Soul", ou até mesmo nos aclamados "Thundersteel" e "Fire Down Under". Não há nada em "Unleash The Fire" que poderá ocasionar surpresa ou estranheza. Tudo está em seu devido lugar: solos marcantes, ganchos melódicos característicos, riffs e mais riffs ao estilo do bom e velho Riot. Alguns fãs duvidaram de que as saídas de Tony Moore e Mark Reale não iriam afetar a qualidade das composições, já que dois de seus músicos principais poderiam não ter substitutos a altura. Mas o temor mostrou-se infundado, pois melodicamente a banda nada mudou. A pegada, a aura clássica que nunca deixou a banda permanece em sua mais pura essência.
Particularmente as músicas mais notórias do álbum são as maravilhosas "Bring The Hammer Down", " Land Of The Rising Sun", "Immortal" e a balada arrasa quarteirão que encerra o álbum de maneira devastadora "Until We Meet Again", em clara homenagem a Mark Reale. Na verdade a música não estaria fora do lugar se tivesse sido gravada por uma banda como Virgin Steele, por exemplo, devido à atmosfera épica com coros aludindo a uma espécie de rito a um herói que se foi. Digo-lhes que se alguém escutar esta música e não conseguir se emocionar, precisará considerar a possibilidade de algo muito errado estar acontecendo com a pessoa. O álbum é livre de qualquer música de "enchimento", sendo que qualquer fã poderia se impressionar com essas músicas supracitadas ou com qualquer outra, como por exemplo "Metal Warrior" (apesar do título clichê, é musicalmente incrível e candidata a mais pedida do novo álbum para ser tocada ao vivo).
Certamente é garantido o sentimento de alívio ao final da audição de "Unleash The Fire",
Track-list:
01 - Ride Hard Live Free
02 - Metal Warrior
03 - Fall from the Sky
04 - Bring the Hammer Down
05 - Unleash the Fire
06 - Land of the Rising Sun
07 - Kill to Survive
08 - Return of the Outlaw
09 - Immortal
10 - Take Me Back
11 - Fight Fight Fight
12 - Until We Meet Again
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