Nachtmystium: Mais uma pedra basilar do seu legado musical
Resenha - World We Left Behind - Nachtmystium
Por João Tomás
Postado em 16 de agosto de 2014
Nota: 8 ![]()
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O canto do cisne por parte de um dos mais geniais e incompreendidos projetos de black metal dos últimos anos.
Olhando, agora, para a carreira do NACHTMYSTIUM como um todo, é possível perceber que o seu mentor BLAKE JUDD sempre esteve um passo à frente da concorrência. Se, na primeira metade da década de 00 a abordagem incrivelmente cortante do projeto era uma espécie de prólogo do regresso às raízes que o black metal haveria de encetar, enquanto cena, alguns anos mais tarde o experimentalismo e psychadelia com que JUDD e companhia brindaram os fãs nas últimas propostas esteve na vanguarda do "nós-gostamos-é-de-ouvir-LED-ZEPPELIN-mas-depois-tocamos-black-metal" de bandas como WATAIN ou WOE. [The World We Left Behind], o novo trabalho, é anunciado como o último do coletivo, que se separará daqui a pouco tempo para que BLAKE JUDD possa exorcizar de vez os seus demónios/vícios e dedicar-se a outros projetos.
Como despedida, o NACHTMYSTIUM deixa-nos mais uma pedra basilar do seu legado musical. Um conjunto de temas que alterna e mistura de forma provocante o mais ortodoxo black metal extremo com um lado black'n'roll psicadélico, a roçar o gótico, de melancolia decadente e irresistível. E se o lado mais controverso da música da banda está quase todo concentrado numa faixa como [On The Other Side] (a música seguinte até tem cantora soul) mais para o final do disco, o início da proposta é quase todo dedicado a black metal tradicional e invulgarmente agressivo, como o NACHTMYSTIUM já não fazia desde os seus primeiros lançamentos, pese embora sempre com um olho na harmonia recentemente descoberta. É a roda a fechar-se, para perfazer um disco final sem mácula e mais uma obra incompreendida e genial em partes iguais por parte de uma banda que ficará, inevitavelmente, para a história do gênero.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
01. Intrusion
02. Fireheart
03. Voyager
04. Into The Endless Abyss
05. In The Abscence Of Existence
06. The World We Left Behind
07. Tear You Down
08. On The Other Side
09. Epitaph For A Dying Star
João Tomás
Resenha originalmente publicada no blog português misantropiaextrema.wordpress.com
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