Nachtmystium: Mais uma pedra basilar do seu legado musical
Resenha - World We Left Behind - Nachtmystium
Por João Tomás
Postado em 16 de agosto de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O canto do cisne por parte de um dos mais geniais e incompreendidos projetos de black metal dos últimos anos.
Olhando, agora, para a carreira do NACHTMYSTIUM como um todo, é possível perceber que o seu mentor BLAKE JUDD sempre esteve um passo à frente da concorrência. Se, na primeira metade da década de 00 a abordagem incrivelmente cortante do projeto era uma espécie de prólogo do regresso às raízes que o black metal haveria de encetar, enquanto cena, alguns anos mais tarde o experimentalismo e psychadelia com que JUDD e companhia brindaram os fãs nas últimas propostas esteve na vanguarda do "nós-gostamos-é-de-ouvir-LED-ZEPPELIN-mas-depois-tocamos-black-metal" de bandas como WATAIN ou WOE. [The World We Left Behind], o novo trabalho, é anunciado como o último do coletivo, que se separará daqui a pouco tempo para que BLAKE JUDD possa exorcizar de vez os seus demónios/vícios e dedicar-se a outros projetos.
Como despedida, o NACHTMYSTIUM deixa-nos mais uma pedra basilar do seu legado musical. Um conjunto de temas que alterna e mistura de forma provocante o mais ortodoxo black metal extremo com um lado black'n'roll psicadélico, a roçar o gótico, de melancolia decadente e irresistível. E se o lado mais controverso da música da banda está quase todo concentrado numa faixa como [On The Other Side] (a música seguinte até tem cantora soul) mais para o final do disco, o início da proposta é quase todo dedicado a black metal tradicional e invulgarmente agressivo, como o NACHTMYSTIUM já não fazia desde os seus primeiros lançamentos, pese embora sempre com um olho na harmonia recentemente descoberta. É a roda a fechar-se, para perfazer um disco final sem mácula e mais uma obra incompreendida e genial em partes iguais por parte de uma banda que ficará, inevitavelmente, para a história do gênero.
01. Intrusion
02. Fireheart
03. Voyager
04. Into The Endless Abyss
05. In The Abscence Of Existence
06. The World We Left Behind
07. Tear You Down
08. On The Other Side
09. Epitaph For A Dying Star
João Tomás
Resenha originalmente publicada no blog português misantropiaextrema.wordpress.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Série dos Raimundos expõe crítica pesada de Canisso à reconciliação entre Rodolfo e Digão
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
Se os celulares existissem nos anos 80, o Metallica não teria lançado o "Master of Puppets"
O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
Por que Aquiles Priester não quis opinar nas músicas do show do Angra, segundo o próprio
Black Sabbath "atrapalhou" gravação de um dos maiores clássicos da história do rock
Angra anuncia fim do hiato e turnê em celebração ao disco "Holy Land"
Rodolfo teria recusado fortuna para se reunir com os Raimundos
O integrante mais talentoso do Genesis, segundo o polêmico Ian Anderson
A banda responsável por metade do que você escuta hoje e que a nova geração ignora
O melhor álbum da banda Death, segundo o Loudwire
A música tocante do Dream Theater inspirada por drama familiar vivido por James LaBrie
Lista: 35 músicas que não são metal, mas o metaleiro pode ouvir em paz
Bruce Dickinson explica por que não recebeu créditos em "The Number Of The Beast"
Johnny Depp: a banda que poderia ter desbancado o Guns


A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



