Ill Niño: Retornando às raízes e resgatando a "latinidade"
Resenha - Till Death, La Familia - Ill Niño
Por Jean Paiva
Postado em 11 de agosto de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mesclando Metal com Ritmos Latinos, o Ill Niño conquistou inúmeros fãs ao longo dos anos e se tornou uma banda reconhecida mundialmente.Nos últimos tempos, a banda mudou um pouco a sonoridade e lançou dois discos que não agradaram. Mas esse quadro mudou com o lançamento de "Till Death, La Familia" em que a banda resgata sua "latinidade" e retorna as suas raízes.
Com integrantes de várias partes da América Latina,o Ill Niño nos apresenta o recém lançado "Till Death, La Familia", sétimo álbum de estúdio da banda e que traz de volta um pouco da alma latina deixada de lado nos últimos trabalhos.
Neste trabalho, a banda não se prende a um único estilo, mesclando o groove, com metalcore e ritmos latinos, acrescentando diversas passagens com solos de violão e partes cantadas em espanhol.
Com composições cheias de melodia e letras fortes e cheias de sentimento, a banda mostra que está em forma e agrada em cheio aos fãs mais saudosistas.
O vocal do brasileiro naturalizado americano Cristian Machado está em excelente forma, alcançando o vocal gutural e rasgado com facilidade, e ainda soando extremamente limpo nas partes melódicas.
A dupla de guitarristas Diego Verduzco e Arhue Luster estão em perfeita sincronia e os solos de Arhue são um caso a parte, que em alguns casos chegam a lembrar aos do lendário Carlos Santana.
A cozinha composta pelo baixista Laz Pina, pelo baterista Dave Chavarri e pelo percussionista Oscar Santiago se encaixam perfeitamente na proposta da banda, mesclando passagens mais lentas com outras muito rápidas, que em alguns casos quase transformam as músicas em um hardcore, como em "Not Alive My Nightmare" por exemplo. Faixa essa, que é um dos destaques do álbum junto com "Are We So Innocent" e a pesadíssima " Payaso" que mostra um Ill Niño cheio de fúria e agressividade.
Em resumo, é um ótimo álbum, muito melhor que os anteriores "Dead New World" e "Epidemia", mas ainda longe do patamar do "trio de ferro" da banda composto por "Revolution... Revolución", "Confession" e "One Nation Underground".
O grande ponto positivo é a banda ter acrescentado mais música latina nas composições, coisa da qual os fãs vinham sentindo falta, e que sempre foi a marca registrada do Ill Niño.
Vale apena ouvir e adquirir. Pena que terá de ser a versão importada, pois o álbum não tem previsão de prensagem no Brasil.
Tracklist:
01. Live Like There's No Tomorrow
02. Not Alive in My Nightmare
03. I'm Not the Enemy
04. Blood is Thicker Than Water
05. Are We So Innocent
06. Pray I Don't Find You
07. World So Cold
08. Dead Friends
09. Breaking the Rules
10. Payaso
11. My Bullet
Formação:
Cristian Machado (Vocal)
Arhue Luster (Guitarra)
Diego Verduzco (Guitarra)
Laz Pina (Baixo)
Dave Chavarri (Bateria)
Oscar Santiago (Percussão)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
O riff escrito nos anos 2000 que causou inveja em Jimmy Page
O baixista argentino dos anos 1960 que tinha preconceito com o rock brasileiro anos 1980
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


