Darkthrone: Um dos álbuns mais importantes do Black Metal
Resenha - A Blaze In The Northern Sky - Darkthrone
Por Marcus Vinicius
Postado em 19 de julho de 2014
Nota: 9 ![]()
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O Darkthrone em todo sua historia sempre arrancou suspiros orgasmáticos de quem sabia realmente apreciar o som feito pela banda,uma banda que ao longo de sua vasta historia não se prendeu a apenas um só gênero, passando pelo Death Metal (em seus primórdios), chegando ao seu auge com o Black Metal Norueguês de alto nível e por fim se reciclando novamente e mudando totalmente o rumo do seu som para fazer o "Metal Punk".
No entanto, o álbum A Blaze In The Northern Sky lançado em 1992 viria a revolucionar a banda, saindo do Death Metal o Darkthrone deixou para trás todo a técnica do álbum anterior o "Soulside Journey" para fazer o verdadeiro e clássico Black Metal Norueguês.
Lançado pela gravadora Britânica Peaceville que a principio não viu com bons olhos o rumo sonoro que a banda estava tomando, o álbum trazia vozes rasgadas e vomitadas além de uma produção bem inferior se comparada ao último trabalho, a própria banda pediu para que o álbum não fosse remixado.
Digamos que quando comecei mesmo a me interessar pelo Black Metal esse foi meu segundo álbum,e me lembro de como fiquei fascinado com algo tão sombrio e forte, olhando a capa feita com nenhuma iluminação onde Zephyrous (ex - integrante da banda) aparece com corpse-paint já nos sentimos convidados a explorar todo temática "fria" do álbum.
Esse clássico começa com a extensa Kathaarian Life Code, com mais de dez minutos de duração a música tem sua introdução com um canto - digamos que... satânico? - que nos é dado como cortesia por Fenriz, após isso a música se torna um monstro , pulverizando tudo em seu caminho, com os vocais mais sombrios já vistos entoados por Nocturno Culto e com uma pegada extremamente rápida feita por Fenriz.
Após essa porrada sombria no cérebro nos deparamos com In The Shadow Of The Horns um dos maiores clássicos da banda que começa com uma risada "irônica" e se sustenta com um riff esmagador e uma bateria que parece prever o vocal devastador imprimido em um só ritmo pelos sombrios guturais de Nocturno.
Se há uma música nesse álbum que me leva diretamente as montanhas geladas e sombrias da Noruega essa música é a Paragon Belial, começa com um simples riff mas se modifica inteiramente após os uivos horripilantes e sombrios de Nocturno Culto, embalado por uma linha de bateria perfeita de Fenriz que se superou no quesito entrosamento nesse som, tornando essa a música mais "técnica" do álbum.
Continuando a saga de músicas sombrias e frias realmente trazendo o espirito "Black Metal" chegamos em Where Cold Winds Blow que tem gritos vomitados e rasgados desde o início, aliando aos riffs parecidos com o clássico EP Deathcrush feito pelo Mayhem que por acaso do destino foi gravado no mesmo estúdio que o A Blaze In The Northern Sky.
A faixa título A Blaze In The Northern Sky embalada pela frase de impacto na letra "Ouça um canto assustador" vem com passagens rápidas e lentas sempre alternando entre vocais gritados e roucos, Fenriz por outro lado dá uma aula de como compor uma linha de bateria sem cair na mesmice do Black Metal, realmente capricharam nessa faixa do álbum dando um espaço até para um solo que apesar de parecer tosco, casa muito bem com o riff da música.
A ultima faixa do álbum intitulada The Pagan Winter traduz todo ódio exposto na ideologia do Black Metal. O destaque vai para a letra e para a aparição do baixo de Dag Nilsen (que não foi creditado no encarte do álbum). A música é muito bem trabalhada no quesito alternância das passagens e mudança de riffs, ela parece ser a junção de todas as músicas do álbum em uma só ela se encerra com o mesmo cântico... - satânico? - e nos deixa a frase inspiradora do álbum "Somos uma chama no céu do norte".
Minha consideração final é que o álbum foi um dos mais importantes, se não o mais importante de toda a história do Black Metal, principalmente da segunda geração. Foi um dos álbuns que mais inspirou bandas de Black Metal no mundo principalmente na Escandinávia. O Darkthrone pegou sua experiência com o Death Metal e conseguiu aliar isso ao Black Metal Norueguês, um feito considerável e histórico no Metal.
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