Premature Birth: Consciência do que funciona e não no Black Metal
Resenha - Ceremony Of Power - Premature Birth
Por Fernando Reis
Postado em 05 de julho de 2014
Nota: 6 ![]()
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Black metallers ingleses estreiam-se em disco e não têm medo de voltar a colocar teclados no mais frio e extremo dos gêneros musicais.
Ainda a ressacar da explosão de popularidade – e consequente período de "nojo" - dos CRADLE OF FILTH, a cena black metal inglesa tem virado nos últimos anos para baixo e à esquerda, com as abordagens mais brutas e diretas de gente como ANAAL NATHRAKH por um lado, e mais tradicionalmente vitorianas como A FOREST OF STARS por outro. E é precisamente aí que está a surpresa dos londrinos PREMATURE BIRTH, que aliam o lado mais frio e extremo do black metal a uma cadência gótica e clássica que cheira a anos 90.
O disco de estreia, "Ceremony Of Power", fá-lo com alguma elegância e força em quatro temas e 32 minutos, sem nunca sair do que é standard no género, mas sempre com uma consciência muito decente do que funciona e não funciona no black metal tradicional.
O resultado são quatro longas faixas – entre os seis e os dez minutos – onde os blastbeats abundam, onde as vocalizações se situam invariavelmente no tom "demoníaco" e em que cada um dos lugares-comuns do black metal é percorrido, explorado e usado com convicção e proporcionalidade. Os teclados dão um bom contraponto melódico/ambiental e a produção, direta e "honesta" (como a própria banda gosta de referir) acaba por funcionar a favor dos PREMATURE BIRTH. [Ceremony Of Power] não é, por isso, um disco para mudar a face do black metal, mas o carácter destemido da abordagem e do posicionamento do grupo na cena faz desta meia-hora uma boa proposta para quem anda retirar o álbum [Principle Of Evil Made Flesh] da prateleira mais vezes do que gostaria.
01. Revelation
02. Watching The World Crumble
03. War Against The Filth
04. A Ceremony Of Power
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