Equilibrium: Possivelmente o melhor álbum até agora
Resenha - Erdentempel - Equilibrium
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 08 de junho de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A despeito do incontestável sucesso do Rammstein pelo mundo, não são todas as bandas alemãs de heavy metal e derivados que se atrevem a cantar em sua língua materna. Mas o Equilibrium nunca ligou muito para isso e já está deixando de ser um mero "nome promissor" da cena do folk metal para virar membro da linha de frente do estilo.
E é com Erdentempel, seu quarto álbum, que a banda coroa este processo. É verdade que ele vem em meio a um momento conturbado: no final de março, com o produto já pronto e recém-anunciado, os irmãos e membros fundadores Andreas Völkl (guitarra) e Sandra Van Eldik (baixo) resolveram deixar o grupo. A manobra pegou os outros integrantes de surpresa, mas eles seguiram firmes na divulgação do então vindouro trabalho. Uma pena os irmãos saírem justamente no momento em que o Equilibrium lança seu melhor álbum até hoje.
O trabalho começa muito bem com a introdução instrumental e sinfônica (convenientemente batizada de "Ankunft", ou "chegada" em português), que não emenda na segunda faixa "Was Lange Währt" mas já dá o clima do disco. Sem grandes surpresas, vem a terceira faixa "Waldschrein", já lançada anteriormente em um EP de mesmo nome de 2013. Aqui, ela recebe uma versão regravada, com um som mais polido e menos cru. O disco começa a apresentar aquilo que será sua marca registrada: flautas folk e ritmos cativantes alternados com épicas passagens sinfônicas.
Isto inclui "Wellengang" e "Stein Meiner Ahne", com momentos que até lembram Nightwish; "Wirtshaus Gaudi", onde as letras tipicamente épicas dão lugar a um trabalho alegre no ritmo, no clipe (veja abaixo) e no título (algo como "diversão de taverna"); "The Unknown Episode" primeiro trabalho deles inglês (a sétima faixa "Heavy Chill" tem letras em alemão, apesar do nome); e a épica faixa bônus e de encerramento "Aufbruch", a segunda mais longa já escrita pela banda. A detentora do título, coincidência ou não, também era um instrumental épico e servia como encerramento: "Mana", do segundo disco Sagas.
Não é bem uma novidade ver o Equilibrium adotando elementos sinfônicos. Mas tudo aqui soa mais grandioso que nos três discos anteriores. Um álbum que empolga do começo ao fim, com espaço para todos os climas. Os riffs convidativos a uma sessão de headbanging (de autoria dos guitarristas René Berthiaume/Andreas e da baixista Sandra), os pedais duplos velozes (por Tuval Refaeli), os guturais rasgados de Robert Dahne e, é claro, as flautas e orquestras contribuem para tornar este trabalho um sério candidato à lista de melhores de 2014.
Nada como uma banda que mistura black, folk e symphonic metal sem necessariamente cair em lugares comuns e, consequentemente, sem enjoar o fã. Ao mesmo tempo em que a atmosfera recria cenas fantasiosas e medievais, algo que nem todo headbanger está disposto a levar a sério, a instrumentalização profissional mostra que o Equilibrium sabe brincar em serviço. Bom para os fãs.
Abaixo, o vídeo de "Wirtshaus Gaudi":
Track-list:
1. "Ankunft"
2. "Was Lange Währt"
3. "Waldschrein"
4. "Karawane"
5. "Uns'rer Flöten Klang"
6. "Freiflug"
7. "Heavy Chill"
8. "Wirtshaus Gaudi"
9. "Stein Meiner Ahnen"
10. "Wellengang"
11. "Apokalypse"
12. "The Unknown Episode"
13. "Aufbruch" (faixa bônus)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Como Charlie Benante conseguiu sua vaga no Anthrax, segundo Scott Ian
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
A banda que mistura Black Sabbath com afrobeat que não sai do ouvido de André Barcinski
10 grandes álbuns de bandas dos anos 1980 lançados nos 1990s segundo o Metal Injection
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
A canção do AC/DC que Angus Young odeia: "Quem em sã consciência gostaria disso?"
O curioso motivo que impediu Bruce Dickinson de entrar no Rainbow
As cinco músicas gravadas pela Legião Urbana nunca lançadas que permanecem inéditas


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



