Cher: Sem dúvidas um álbum intrigante
Resenha - Closer to the Truth - Cher
Por Jhony Uriel
Postado em 26 de março de 2014
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
História que todo mundo já conhece, difícil de compreender como uma lenda da música fica 11 anos sem lançar um álbum, sendo esta, a arrematadora das turnês mais lucrativas do mundo da música, juntamente com o U2, ROD STEWART, MADONNA e PAUL MACCRTNEY. Finalmente CHER deixa de protelar pelo lançamento do tão esperado álbum de inéditas. Desde quando anunciou a sua volta aos estúdios para a gravação de um então novo disco, desperta rumores de como uma cantora aos 67 anos conseguiria encarar uma turnê e a sequência de entrevistas e programas de televisão para divulgar o álbum.
Ainda quebrando tabus, a cantora do hit hippie sessentista ''I Got you Babe'' mostra que para trabalhar não tem idade, a mesma diz: ''Ainda não aprendi como ser velha'', ela que com hits implacados na Billboard ainda continua com energia total para encarar a nova (e possivelmente a última turnê) Dressed to Kill Tour e aparece na capa do álbum com pouca roupa, como fazia em seus tempos de sex-simbol nos anos 80's enquanto cantava o sucesso Love Hurts. Seu 26º álbum de estúdio chega ás plateleiras do mundo em setembro de 2013 e agrada aos fãs e não somente, mas a crítica especializada, que classifica o álbum como um dos melhores lançamentos Dance dos últimos anos, sendo este substantivo, forte e emocionalmente amplo no aspecto lírico, característica que os fãs da Cher já consideram um marco para a cantora, músicas agradáveis e com mensagens equilibradas.
A cantora surpreende com o álbum devido a maneira cheia de foco em fazer Pop atemporal, bom de se ouvir independente da época, Cher aposta em um forte conteúdo lírico e também no que de mais expressivo e forte, a peça consistente que fará quem escuta o álbum cantorar os refrões durente dias seguidos: a sua VOZ. Dona de uma voz exótica e grave, ponto-chave pra quem a conhece, muitas pessoas confundem a sua voz com a voz de um homem, devido a tecitura amadurecida que a cantora possui. Cher em sua classificação vocal, é uma contralto-profunda, e seu alcance em graves é cheio de nuances. No novo álbum, sendo o mesmo inteiro inédito, nem todo o material fora totalmente desconhecido pelos fãs, devido à canção ''You Havent Seen the Last of Me'' já ter sido parte da trilha sonora de seu última longa-metragem: Burlesque (2010). E também pela canção ''Womans World'' já liberada para audição dos fãs no dia de ação de graças de 2012. E o destaque também às duas canções compostas pela cantora P!nk que entraram no álbum.
O disco começa com ''Womans World'', uma balada dançante que soa como hino feminista, a cantora da voz potencial ao Rock mostra como se faz Pop de forma inteligente e madura. O hit é dançante, e vem emplacando as pistas de dança com os remixes autorizados pela cantora, postados em seu canal do YouTube. E o vocal de Cher segue intacto e brilhante, mesmo no alto de seus 67 anos de idade. Ponto alto do álbum a canção ''Lovers Forever'' composta originalmente para a trilha sonora do filme 'Entrevista com um Vampiro', porém não lançada devido à cantora se encontrar em estúdio na gravação de seu álbum ''Its a Mans World'' (1995). A balada ''Sirens'' que faz referência sobre a tragédia do 11 de Setembro, é uma canção forte no álbum, canção escrita pela cantora P!nk, contribuição ao álbum de retorno de Cher, contém forte carga dramática e demonstração de poder vocal, sem dúvidas um dos hits do álbum. Por fim Cher ainda apresenta a canção ''I Hope You Find It'' que trata de uma relação finalizada, de maneira madura e natural aonde se deseja boas continuidades no amor para ambos.
Sem dúvidas um álbum intrigante, e que deixa claro que o preconceito de idade é para os atrasados. Ansiosos desde o lançamento do trabalho antecedente de Cher ''Living Proof'' (2001), os fãs podem se contentar com essa obra-prima como última obra de Cher, não se sabe se esse será mesmo o último álbum da cantora.
Tracklist:
1- Womans World
2- Take it Like a Men
3- My Love
4- Dressed to Kill
5- Red
6- Lovers Forever
7- I Walk Alone
8- Sirens
9- Favorite Scars
10- I Hope You Find It
11- Lie to Me
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de 1984 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Johnny Ramone: o guitarrista que revolucionou o rock com três acordes faria 78 anos
O que realmente significa quando um álbum é lançado em versão remasterizada?
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A música que o Black Sabbath escreveu para "A Hora do Pesadelo 3"
Amanda Somerville se manifesta após diagnóstico de tumor cerebral agressivo
O astro do rock brasileiro morto há décadas que ainda tem 8 milhões de ouvintes
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
30 anos de "Antichrist Superstar", de Marilyn Manson - 5 curiosidades
Dregen nega que saída do Hellacopters tenha ocorrido em comum acordo
A canção dos Beatles em que Paul McCartney já enxergava o fim da banda
O trabalho do Metallica que James Hetfield admite que não funciona bem ao vivo
A música contra o capitalismo desenfreado que rendeu milhões para a banda
Alice Cooper conta como reagiu ao assassinato de John Lennon
Fernanda Lira e Rafael Bittencourt dão a real sobre os haters da internet
Dave Grohl elege o maior compositor de "nossa geração"; "ele foi abençoado com um dom"
Quando se tornou uma vergonha dizer que gostava de Raul Seixas



Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang



