Paul McCartney: O Steve Jobs da música futurista

Resenha - New - Paul McCartney

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Por Guilherme Espir, Tradução
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O final de ano chegou e o jornalismo musical deu uma leve parada. Não foi realmente proposital, todo ano temos esta diminuída de conteúdo quando atingimos a época de festas, normalmente nesta etapa estamos mais preocupados com os saldos finais, as listas de melhores do ano e os lançamentos do próximo, sejam eles CD's, DVD's ou livros.

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Porém é importante ressaltar que isso não desqualifica o lançamento de nenhuma bolacha, muito pelo contrário, cria um vácuo de oportunidade, e se o disco for bom pode preencher todo um contexto numa época surpreendente... Algo que Paul McCartney viu como poucos, mostrando relevância, experiência e qualidade, tudo no mesmo disco, tudo ao som de ''New''.

Esse disco me impressionou de uma maneira muito positiva, vi em ''New'' um músico que apesar de não precisar produzir mais nada relevante, ainda quer se manter no jogo, e com requintes de novidade. O Paul deste disco soa atual ao extremo, e digo mais, ''New'' deve ser o conceito base de como o baixista trabalhará daqui pra frente.

Quando digo conceito não quero que pensem em um trabalho conceitual, digo conceito com a objetividade da palavra em si, uma base, desde sua ''moderna'' capa, para o que Paul enxerga num futuro não muito distante.

Apertando Play temos ''Save Us'' talvez a faixa mais viciante do disco, repare na vitalidade, nos toques eletrônicos, na bela voz de Paul, veja que toda essa cozinha tem uma nova finalidade, algo poderoso, sempre caminhando junto com letras de real significado e melodias excelentes, com uma leve inclinação Pop, mas com algo que a música Pop no geral não possui, qualidade.

Perceba isso com mais um dos hits do disco, desta vez com a pegada revigorante de ''Alligator'', a tranquilidade de ''On My Way To Work'', ou ao som da inventiva ''Queenie Eye''... Paul MacCartney... 71 anos e muita lenha pra queimar em estoque ! Um dos sons mais modernos e completamente desapegados com o passado que escutei recentemente, mais um tiro certeiro no escuro, parece até best Off, ''Early Days'', ''New'', a minha preferida, ''Appreciate''...

Esse é o Paul do futuro senhores, escute ''Everybody Out There'', ou a balada ''Hosanna'' e se prepare para as novas linhas tecnológicas do mestre, a abordagem será a mesma, quem vem com uma química dessa e consegue algo de relevante não pode largar o passo a passo, disco de fluência fácil e significado profundo, temas aparentemente simples com toques quase que surreais, ''I Can Bet'', ''Looking At Her'', ''Road''... Isso que o cidadão já tem mais de setenta! Que disco, Paul McCartney, o Steve Jobs da música futurista.

Line Up :
Paul McCartney (guitarra/baixo/vocal/piano/teclado/percussão/sintetizadores)
Brian Ray (guitarra/vocal)
Paul Wickens (teclado/guitarra/piano/órgão/acordeon)
Richard Pryce (baixo)
Roby Pitman (teclado)
Steve McManus (baixo)
Abel Laboriel Jr. (baixo/vocal)
Ethan Johns (bateria/percussão)
Paul Epworth (bateria)
Rusty Anderson (guitarra/vocal)

Track List :
''Save Us''
''Alligator''
''On My Way To Work''
''Queenie Eye''
''Early Days''
''New''
''Appreciate''
''Everybody Out There''
''Hosanna''
''I Can Bet''
''Looking At Her''
''Road''


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Sobre Guilherme Espir

Assíduo fã de Zappa e de muitas fritadeiras setentonas, tenta mesclar a peneiração de raridades dos anos 60 e 70 com as novas tendências sonoras de nosso tempo, porém admitindo que o antigo ainda tem preferência em seus fones ensurdecedores.

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