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Asking Alexandria: Um disco para ser ouvido sem preconceitos

Resenha - From Death To Destiny - Asking Alexandria

Por Luis Fernando Ribeiro
Em 02/11/13

Folheando as páginas de uma conhecida revista brasileira de Rock e Heavy Metal, me deparei com uma publicidade que me chamou a atenção. A divulgação era do lançamento do CD de uma banda chamada ASKING ALEXANDRIA. Nunca havia ouvido a banda, apenas comentários sobre a mesma, mas não me recordava naquele momento o teor desses comentários. Interessei-me pela excelente arte da capa, e fui instigado a consumir todo seu conteúdo.

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Logo fiquei sabendo que se tratava de uma banda de Metalcore e que já havia ouvido uma versão deles para "18 and Life" do SKID ROW alguns anos antes, mas não havia associado ao nome da banda. Nunca fui um grande fã do estilo praticado por eles, mas já escutei boas bandas desse gênero (Assim como outras nem tanto). Motivado pela curiosidade fui atrás deste CD esperando que sua qualidade fosse ao menos próxima da excelente arte da capa.

O ASKING ALEXANDRIA é uma banda inglesa, formada em meados de 2008, pelo guitarrista Ben Bruce, que atualmente conta além dele com Cameron Liddell (Guitarra), Danny Worsnop (Vocal), Sam Bettley (Baixo) e James Cassells (Bateria). Além de se categorizar como Metalcore, a banda tem influências de música eletrônica em seu som. "From Death To Destiny" é o terceiro disco de estúdio deles.

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Logo na primeira audição fiquei um tanto decepcionado, pois esperava um disco mais pesado e agressivo, algo na linha do AS I LAY DYING, mas o que escutei foi uma banda mais próxima de nomes como LINKIN PARK. Não desisti, poderia ser apenas uma impressão de um iniciante no estilo, dei algumas chances ao disco e logo pude perceber que tem alguns momentos mais inspirados, e se "From Death To Destiny" não me conquistou totalmente, ao menos me fez abrir a mente para um estilo que eu pouco conhecia.

De qualquer forma decidi dividir minha experiência com os leitores do Whiplash.net e ter opinião dos fãs da banda para tentar entender melhor o seu som.

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O disco abre com "Don't Pray For Me". Ao ouvi-la pela primeira vez achei que houvesse errado o CD e colocado para tocar alguma banda de música industrial, mas logo o peso dos riffs de guitarra e dos bumbos duplos tomou conta e pude voltar minha atenção à audição. Trata-se de uma bela faixa de abertura dentro da proposta da banda por se tratar de uma das mais pesadas do disco, mas as partes mais melodiosas do vocal pouco me agradaram. De qualquer forma, a faixa passa por diversas variações de clima e musicalidade, oscilando entre momentos pesadíssimos e outros mais melodiosos, como é comum nesta vertente do Metal. Após várias audições dessa faixa, se tornou uma das minhas preferidas do álbum.

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"Killing You" começa cheia de efeitos nos vocais de Danny Worsnop e desencadeia em um riff pesado e reto, seguido de melodias e intervenções vocais típicas neste estilo. O bom refrão da música é grudento e fica na cabeça por algum tempo. A música fica mais interessante quando o peso das guitarras acompanha diretamente os bumbos duplos, convidando o ouvinte à 'bater cabeça'.

Talvez por ser o primeiro 'single' do disco, "The Death of Me" soa meio contida, apesar de algumas passagens mais pesadas e do refrão agressivo. Conforme se desenrola, a música vai evoluindo e se tornando mais interessante, até chegar a trechos com influências industriais que tiram um pouco de seu brilho. Em suma, uma boa faixa, mas que não define o que é este disco.

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Para mim que sou mais fã do peso desta vertente do Heavy Metal do que das suas outras 'misturas', "Run Free" é um prato cheio, com riffs poderosos e uma interpretação mais agressiva, quase demoníaca de Worsnop, que culmina num refrão melancólico e sombrio. Mesmo em suas passagens mais suaves esta música soa muito bem a meus ouvidos e é talvez uma das melhores do disco. Alguns dias após as primeiras audições do disco, fiquei sabendo que essa música também se tornaria um ‘single’ e ganharia um videoclipe e fiquei muito feliz, mas com tantos lançamentos de peso nos últimos meses ainda não fui atrás deste material.

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"Break Down The Walls" flerta com batidas eletrônicas e acaba não chamando muito minha atenção, apesar das belas variações do baterista James Cassells. O refrão é marcante, mas é uma música que, na minha visão, passa um pouco despercebida.

Em "Poison" senti alguma influência de SLIPKNOT e New Metal em geral. Nunca fui um depreciador do estilo, pois nunca me dei ao trabalho de ouvir muitos discos que me fizessem ter uma opinião fixa sobre tal, mas essa música em particular tem bons riffs e soa bastante pesada, apesar das partes melódicas soarem chatas e desnecessárias. Por ser uma música curta, poderia soar um pouco mais direta.

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"Believe" segue esta mesma linha e carrega esta parte do disco para um lado mais pesado. Os riffs por volta de 55 segundos de música, se acompanhados de um vocal mais agressivo ou mesmo gutural ficariam insanos. Os vocais melódicos mesclados aos agressivos são uma característica primordial do Metalcore, mas de alguma forma acho que não soam muito bem neste disco.

"Creature" tem alguns teclados muito bem encaixados, algumas batidas 'tribais' e soa mais suave que as anteriores, sendo a mais distinta do restante do álbum. "White Line Fever" segue essa mesma linha mais melódica e melancólica, mas possui alguns riffs mais pesados e uma 'cozinha' mais presente que a anterior. Seu refrão é bastante agradável.

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Quando o disco parece que não tem mais nada a oferecer além do que já foi ouvido, sou surpreendido por "Moving On", lembrei-me imediatamente do cover do SKID ROW na hora e associe-o a possíveis influencias Hard Rock no som da banda, mas não esperava encontrar uma música neste formato em um disco como este. Nesta música finalmente o vocal melodioso de Worsnop funciona bem, tornando esta canção um descanso para os ouvidos e uma faixa de extremo bom gosto.

"The Road" é uma música bem diferente e bastante agradável, novamente com uma boa interpretação de Danny Worsnop. As intervenções eletrônicas soam desnecessárias, mas os riffs pesados são muito bem encaixados em meio às melodias e passagens suaves.

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O set list normal do disco encerra com a pesadíssima "Until The End", com a participação do vocalista Howard Jones (Killswitch Engage) que apresenta algo na linha das primeiras músicas desse disco.

Ainda é possível encontrar versões para este lançamento com faixas bônus, onde constam uma versão remixada de "The Dead Of Me" e uma versão acústica para a música "Someone, Somewhere" de BEN BRUCE.

Em suma, um bom disco, que merece ser ouvido sem preconceitos, assim como pude fazer, mas que não apresenta absolutamente nada de inovador. Mesmo para um ouvinte não muito assíduo de bandas deste gênero, sei que caras como AS I LAY DYING, FIVE FINGER DEATH PUNCH, ALL THAT REMAINS e BULLET FROM MY VALLENTINE, por exemplo, já fizeram antes tudo o que está em "From Death To Destiny".

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Asking Alexandria – From Death To Destiny (Sumerian Records – 2013)

Track list:
1 - "Don't Pray for Me"
2 - "Killing You"
3 - "The Death of Me"
4 - "Run Free"
5 - "Break Down the Walls"
6 - "Poison"
7 - "Believe"
8 - "Creature"
9 - "White Line Fever"
10 - "Moving On"
11 - "The Road"
12 - "Until the End" (com Howard Jones)


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Sobre Luis Fernando Ribeiro

Apaixonado por música, cinema, escrita, literatura e pela zoeira infinita. Inserido no mundo da música pesada em 2004 com Destruction, Metallica e Blind Guardian, quando ainda se compartilhava música através de fitas K7.

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