Rosa Tattooada: "XXV" anos de sexo, bebida e muito Rock And Roll
Resenha - XXV - Rosa Tattooada
Por Calvin Pontel
Postado em 17 de outubro de 2013
Nota: 10 ![]()
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Faz quase meia década desde a primeira vez que ouvi falar dos Hard Rockers do Rosa Tattooada. Jacques Maciel e sua trupe, que na época comemoravam seus vinte anos de estrada, foram uma grande revelação para um garoto de apenas 13 anos de idade que ainda estava no início de sua formação musical. O Hard Rock para este que vos fala, até então, era território "somente pra gringo" e sua transposição ao português era inadequada e inviável, os poucos que tentavam, fracassavam. Eis que me torno testemunha de uma banda que não só me provaria o contrário, como marcaria meu gosto musical permanentemente. Deep Purple, Guns N Roses, Alice Cooper e Kiss ainda dividiriam palco com estes dinossauros do rock gaúcho até os mesmos chegarem nesse ponto culminante: XXV. Finalmente!
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E por favor, não entendam esta resenha como a opinião parcial de um fã da banda, mas como um relato sincero de um adorador do gênero.
Enfim, muita coisa rolou nessa quase meia década. Músicos saíram, músicos entraram. Singles, que aos poucos se tornaram clássicos, foram lançados. "Rock And Roll Até Morrer" e "Hard Rocker Old School" já não são mais surpresa no repertório do atual trio, que desde seu último lançamento (Rendez-Vous, em 2006) desejava presentear seus fãs com mais um registro de inéditas, igualmente destruidor. "XXV", assim nomeado pelo grupo em homenagem aos seus 25 anos de história, é um verdadeiro tapa na orelha (no bom sentido, é claro) de qualquer apreciador do bom e velho Hard Rock. A capa, um coração seco em tons sombrios, de cara já nos passa a ideia de algo visceral e sem firula, como o som ali contido. Mas serei mais específico.
Vamos por partes. Os teclados antes tão evidenciados do antigo tecladista, hoje produtor do grupo, Vini Tonello, cedem espaço para um som mais cru e pesado, porém, sem deixar de lado o tom melodioso característico da voz de seu guitarrista e líder, Jacques Maciel. As linhas de guitarra, nenhum mistério, cheias de efeito e com solos pouco variados, mas precisos e emocionantes. Valdi Dalla Rosa, um backing vocal até o momento discreto, finalmente solta a voz. "Rezar Não Vai Te Livrar Do Fim" tornam-se as palavras declamadas pelo baixista e também faixa de abertura dessa grande novidade.
É ótimo, e também um alívio, saber que o posto deixado por Beat Barea foi muito bem ocupado por seu sucessor, o experiente Dalis Trugillo. O baterista, com sua gravata sem camisa e seu boné estilo militar soube, com muita competência, manter a pegada da banda. O que já havia sido comprovado nos palcos passou, felizmente, para o estúdio. Lembrando sempre da enorme responsabilidade que é substituir um membro original. A tarefa foi cumprida.
A banda, como citado anteriormente, passou por mudanças de formação nestes últimos anos, e para essa ocasião especial, pode contar novamente com um de seus fundadores. Para o deleite de muitos, Paulo Cássio, antigo guitarrista solo durante os anos 90, deu sua contribuição como letrista nas faixas "Carta Marcada" e "Tão Longe". As antigas parcerias, de fato, provaram seu valor.
E falando em letras, as mesmas seguem sendo um caso à parte. Hora falam de sexo selvagem, hora falam sobre um grande amor, hora falam de sexo selvagem com um grande amor. "Onde o desejo encontrava o amor numa fonte sem fim" talvez seja a melhor definição. Tequila, uísque, rum, champanhe e cerveja foram alguns dos destilados (e fermentados) que foram citados ao longo da obra. Uma lista de compras implícita, quem sabe? Não duvidaria.
Enfim, amor, sexo, mulheres, carros e bebidas... Pode existir mais algum tema que o Hard Rock oitentista realmente precise? Até pode, mas o importante é que o "feijão com arroz" seja feito, se é que me entendem. Quer Rock (Rock And Roll Até Morrer)? Um pouco de Blues (Só Um Beijo Da Sua Boca)? Boas baladas (Sonho Bom)? E excelentes parcerias (Chuva De Estrelas, com Nei Van Soria)? Então ouça XXV.
01. Rezar Não Vai Te Livrar Do Fim
02. Hard Rocker, Old School
03. Só Um Beijo Da Sua Boca
04. O Veneno Do Seu Olhar
05. Carta Marcada
06. Sonho Bom
07. Cerveja & Rock And Roll
08. Tão Longe
09. Chuva de Estrelas
10. Rock And Roll Até Morrer
11. Tardes De Outono (Bonus Track)
Guitarra e Voz: Jacques Maciel
Baixo: Valdi Dalla Rosa
Bateria: Dalis Trugillo
Produzido por Vini Tonello
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