Soulfly: Afirmando sua identidade com o "Savages"

Resenha - Savages - Soulfly

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Por Aloysio França, Fonte: Megalomania
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Desde o seu primeiro álbum, lançado em 1998, até o recente “Savages”, nas prateleiras desde 4 de outubro deste ano, o SOULFLY de Max Cavalera trouxe muito experimentalismo, muitos ritmos diferenciados, muitos convidados inusitados, e mostrou que existem muitas formas de se tocar Metal sem a obrigação de seguir uma linha reta. Mas mesmo em meio a tantas influências, o SOULFLY sempre teve os pés bem firmes no chão para consolidar a sua própria essência. O jeito SOULFLY de fazer música.

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Gostando ou não, todos devem admitir que o SOULFLY é uma banda singular. Max Cavalera soube muito bem como replicar sua personalidade forte para sua música, de modo que se tornou previsível, mas de uma forma positiva. Isso é uma grande conquista para qualquer artista: ser único.

Quando se fala de SOULFLY, as maiores surpresas são sempre em relação aos convidados especiais, que ornam as músicas com suas aparições. Desta vez estão presentes os vocalistas Igor Cavalera – o filho e não o irmão – da banda LODY KONG, Jamie Hanks da norte-americana I DECLARE WAR, o inesperado Neil Fallon da CLUTCH e Mitch Harris do NAPALM DEATH, que por mim já teria aparecido há muito tempo. Além disso, “Savages” fica marcado pela presença do outro filho de Max, Zyon Cavalera, que assumiu a bateria, substituindo o experiente David Kinkade. É um álbum bastante familiar, por assim dizer.

Honestamente, não gostei tanto de “Savages” como gostei de seu antecessor “Enslaved” com suas influências de Death Metal, mas ainda assim há muito para se apreciar. A primeira faixa, “Bloodshed”, se mostra mais cadenciada que o normal para uma música de abertura. Seus quase 7 minutos contém muita diversidade, além de um belo solo de guitarra, acrescentando alguma melodia à música, de maneira muito saudável. Na sequência “Cannibal Holocaust” traz a velocidade que ficou faltando até então. Destaco também “Ayatollah of Rock ‘N’ Rolla”, que não é tão incomum quanto seu nome sugere, pois soa tipicamente como SOULFLY, com riffs e refrões que funcionarão muito bem ao vivo, e a pesadíssima e multi-rítmica “Fallen” com o acréscimo das vozes guturais de Jamie Hanks.

“Savages” é mais uma forma de afirmar o óbvio: o nome ‘Cavalera’ não ganhou fama por brincar de fazer música. Está aí para fazer a diferença. Ainda que muitos não o admirem como músico, todos devem reconhecer que seu estilo é único e serve de referência para o mundo inteiro. Não é Thrash Metal, nem Groove Metal (e tampouco Nu-Metal). É Max Metal.

O álbum foi lançado pela Nuclear Blast e produzido por Terry Date que já havia trabalhado com o SOULFLY na concepção de “Dark Ages” de 2005.

Formação atual:

Max Cavalera - Vocal/Guitarra de 4 cordas/Cítara
Marc Rizzo - Guitarra/Cítara
Tony Campos - Baixo
Zyon Cavalera - Bateria/Percussão

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Sobre Aloysio França

Nascido em 1980, ex-guitarrista e vocalista de Thrash Metal, atual artista gráfico e podcaster no site Megalomania-Metal. É também um leitor orgulhoso de Tolkien e Cornwell. Não discrimina gêneros, mas sim música boa de música ruim.

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