Soulfly: Um álbum digno e até melhor que muita coisa do Sepultura
Resenha - Savages - Soulfly
Por Guilherme Niehues
Fonte: Horns Up
Postado em 30 de setembro de 2013
Um álbum bastante aguardado por fãs tanto "sepulturianos" como da própria banda. E claro, com uma alta expectativa, afinal seria o sucessor do ótimo Enslaved (2012). E meus caros amigos, eu vos digo, MAX CAVALERA aprendeu a compor música, e de fato brindar o fã com uma evolução bastante natural e rica distribuídos em vários elementos ao longo deste novo álbum, SAVAGES. Claro que, a carreira de MAX com o SOULFLY teve seus altos e baixos, mas ultimamente o músico vem acrescentando uma coletânea importante em seu currículo.
Resenha originalmente escrita para o site Horns Up
http://www.hornsup.com.br
A grande mudança na formação deste álbum é a saída de David Kinkade (Borknagar) para a entrada de Zyon Cavalera nas baquetas, filho do líder MAX CAVALERA. E essa diferença é um dos destaques deste álbum, o por quê? Logo lhe explico.
Aliás, não vou comentar faixa-a-faixa, mas darei meu parecer geral do álbum, ressaltando alguns pontos importantes e que merece destaque, e claro, respeito.
Todo o álbum é recheado de músicas pesados e cativantes, além das várias participações especiais que aparecem aqui e lá. E logo na primeira faixa, Bloodshed, uma sirene usada como introdução, anuncia a porrada que está por vir. Podemos perceber as principais características da banda, e também novidades que enriquecem o novo play da banda. Se atentem ao trabalho de guitarra executado nessa música, tanto a base de MAX quanto o som de Marc demonstram a clara evolução e para qual segmento do Metal a banda está seguindo.
Não posso também esquecer de ressaltar ainda na primeira música, a composição da bateria que não é tão "bruta" como no álbum anterior, mas apresenta uma atmosfera mais ampla para cadenciar os momentos de porradaria e uma melodia muito executada e colocada no local certo. E também, sem esquecer os vocais do IGOR CAVALERA que apesar de não ganhar muito destaque, ainda assim ajuda na atmosfera da música.
Dos vários pontos positivos, é necessário ressaltar a energia do líder e vocalista MAX CAVALERA que melhorou e muito na forma de cantar e vociferar suas famosas letras contra a politica e a sociedade. Além do vocal, é necessário destacar as letras que estão muito bem elaborados, deixando aquela alcunha de que o vocalista sabia apenas utilizar um pequeno conjunto de palavras em toda a música.
Todavia, o SOULFLY como uma banda se sobressai em muitos dos requisitos necessários e mínimos para uma banda de seu nicho. Até arriscaria em dizer que a banda pode ser equiparada a uma das veteranas do estilo, a ótima LAMB OF GOD. E, pensando bem, até poderia dizer que ambas possuem algumas semelhantes, não?
O novato ZYON CAVALERA se mostra experiente e já demonstra um bom trabalho, o que deve ser aprimorado nos próximos álbuns da banda. Afinal, o garoto além de mostrar alguns pontos bastantes cativantes, especialmente na música Ayatollah Of Rock 'N' Rolla, ainda possui o tio Igor Cavalera para algumas dicas. Apesar de o novato não mostrar nenhuma brutalidade extrema, como fora visto no álbum antecessor a SAVAGES, ainda assim, deixo meu comentário de que devido a este fato, a banda soube aproveitar melhor o seu lado mais melódico, em várias das composições que aqui é apresentada.
Mesmo assim, não quer dizer que o álbum virou algo melódico, e não possui porrada do início ao fim, muito pelo contrário. Este álbum é extremo, e mostra o potencial da banda para continuar neste caminho, se aproveitando de seus vários elementos presentes em suas músicas. Quanto a formação, não há do que se queixar, MAX dispensa apresentações, assim como Tony e Marc.
Mas, ainda preciso ressaltar mais uma vez: "Cara, olha o trabalho de guitarra desse álbum, é simplesmente fodástico". E os mais xiitas ou fãs assíduos de Sepultura, que diziam que Max havia cavado sua própria cova.... peço que revejam seus conceitos, pois aqui se encontra um álbum digno ou até melhor do que muito material "sepulturiano".
Alguns destaques que eu posso apresentar para vocês são as músicas: Ayatollah Of Rock 'N' Rolla e El Comegente, ambas são as mais longas da bolacha, a primeira com sete minutos e meio e a segunda com mais de oito minutos. Isso ainda prova que a banda consegue manter o ritmo e criatividade ao longo de sua composição, em especial para a última citada que ainda conta com um exótico trecho acústico.
E por fim, não esqueçam de conferir as presenças mais do que especiais no álbum, ajudando CAVALERA nos vocais, que são eles: Igor Cavalera (Cavalera Conspiracy) na Blooshed, Mitch Harris (Napalm Death) na K.C.S, Neil Fallon (Clutch) na Ayatollah Of Rock 'N' Rolla e Jamie Hanks (I Declare War) na Fallen.
Ah, sim! Caso tenha sido repetitivo em algumas partes, digo que, precisava enaltecer o quanto esse álbum ficou soberbo.
E, corram logo para adquirir o novo álbum do SOULFLY, pois vale cada centavo.
SOULFLY - SAVAGES - Nuclear Blast (2013):
1. Bloodshed
2. Cannibal Holocaust
3. Fallen
4. Ayatollah of Rock 'n' Rolla
5. Master of Savagery
6. Spiral
7. This Is Violence
8. K.C.S.
9. El Comegente
10. Soulfliktion
Outras resenhas de Savages - Soulfly
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