Tchandala: um grande capítulo do Metal nordestino
Resenha - Fear of Time - Tchandala
Por Vicente Reckziegel
Postado em 11 de agosto de 2013
Nota: 8 ![]()
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Hoje em dia ficou fácil termos acesso a tudo que é lançado no mundo inteiro, apenas com um simples clique. Da mesma forma, a tecnologia trouxe consigo uma enxurrada sem fim de bandas de todos os estilos, de todos os recantos do mundo. Então, para que uma banda chame a atenção do público, ela tem que sair do tradicional arroz com feijão. Ela tem que ter algo a mais, e a banda sergipana Tchandala demonstra, neste "Fear of Time", possuir esse "algo a mais", nos presenteando com este grande disco.
Se o núcleo do som da banda é o Heavy Metal, o Tchandala flerta com o Power, Progressive, algumas bases mais Rock n’roll e, me atrevo a dizer, chegam a pintar aqui alguns toques quase Gothic/Doom Metal, em faixas mais lentas/cadenciadas, como Angel e Beyond the Power. E o mais bacana disso, é que essa junção de estilos não descaracterizou o som da banda. Um ponto para fugir do lugar comum.
Obviamente que em uma primeira audição, a faixa que chama maior atenção é a de abertura e a escolhida como Single, "One Billion Lights", com seu riff de abertura totalmente rocker, daqueles que ficam facilmente na memória. Mas o grande destaque de "Fear of Time" é a faixa-título, uma pequena obra-prima do metal nacional. Apesar de seus 7 minutos de duração, a sensação que fica é que a música poderia prosseguir por muito mais tempo. Uma aula de como fazer Heavy Metal de fácil assimilação e, ao mesmo tempo, de grande complexidade. Algumas partes mais progressivas em sua duração Lembram inclusive a fase Derek Sherinian no Dream Theater. E tem aquele refrão que na primeira vez que ouvimos já saímos cantando junto. Outras faixas mais diretas, como "Revenge" e "The End of Life" mostram uma faceta diferente da banda, onde os teclados assumem uma posição mais de apoio, deixando o peso das guitarras e da cozinha ressoarem com força.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Com relação os integrantes, somente elogios. Dejair Benjamim solta sua voz de várias formas, encaixando perfeitamente quando a música pede maior agressividade ou quando a melodia é solicitada na música. Um vocalista que sabe como utilizar sua voz de maneira correta, algo nem sempre tão comum no cenário. O guitarrista Thamise Ducci esbanja riffs e solos inspirados, ora mais voltados para o rock, outros para o mais puro Heavy Metal. Pablo Rubino manda muito bem na bateria, conseguindo uma grande variação de batidas e ritmos. Sandro Souza detona no baixo que, ao contrário de algumas gravações onde fica mais escondido, aqui soa com vida própria, um dos grandes destaques de "Fear of Time". E Tony Souza, que saiu da banda em Julho, que, como descrito acima, fica um pouco mais contido nas músicas mais diretas, nas demais tira sons fantásticos, tornando o teclado não um instrumento secundário no som do Tchandala, mas sim primordial. Enfim, uma formação que gravou um disco que não poderia dar errado, e demonstra toda a força do Metal sergipano.
Tracklist:
01. One Billion Lights
02. Beyond The Power
03. The Vision Of A Blind Man
04. Man´s Enemy
05. The End Of Life
06. Fear Of Time
07. Angel
08. Revenge
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