Gloryhammer: genérico e clichê, bem feito e cativante
Resenha - Tales From The Kingdom Of Fife - Gloryhammer
Por Junior Frascá
Postado em 07 de junho de 2013
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sabe aquele estilo que está cada vez mais saturado, e as pessoas insistem em ficar criando subgêneros com o intuito de tentar melhorar a situação, e se passar por inovadores? Pois bem, o power metal melódico, na atual fase que se encontra, está indubitavelmente nesta situação. E o "fantasy metal" é mais um desses "subgêneros" que tenta reerguer o estilo.
E a banda inglesa GLORYHAMMER é mais uma tentando se aventurar por esse tormentoso caminho. Para quem ainda não ouviu falar do grupo, trata-se de um projeto do tecladista e líder do ALESTORM, Christopher Bowes (que aqui paga uma de tecladista encapuzado e misterioso, conforme pode ser conferido no clipe abaixo), e que na verdade pratica um power metal melódico épico e cheio de elementos sinfônicos e progressivos.
Ou seja, é um som extremamente genérico e clichê, que não inova em nada em momento algum, e lembrando bandas como RHAPSODY OF FIRE, HAMMERFALL e BLIND GUARDIAN. Mas é tão bem feito e cativante, que fica difícil não se empolgar durante a audição do material.
Tudo aquilo que os fãs do estilo esperam eles poderão encontrar aqui: riffs velozes e pesados, bateria intensa e precisa, arranjos pomposos e linhas vocais que mais lembram cânticos de guerra, daqueles para se sair cantando junto logo na primeira audição do álbum.
Outro ponto de destaque é o excelente vocalista Thomas Laszlo Winkler (EMERALD), que embora cante de forma mais grave no geral, consegue atingir tons altíssimos com muita facilidade, sem soar irritante, mas sim muito agradável.
"The Unicorn Invasion of Dundee" e "Angus Mac Fife" são duas das melhores faixas do álbum, e dão uma grande mostra das qualidades da banda em criar melodias cativantes e ótimos arranjos.
Liricamente, "Tales from The Kingdom Of Fife" conta a história da Escócia em tempos míticos, quando o guerreiro "Angus McFife iniciou sua guerra contra o mago Zargothrax para libertar as pessoas de Dundee em nome da glória e do aço! E os caras se vestem como se fossem verdadeiros guerreiros medievais em pleno campo de batalha. Ou seja, mais clichê e ingênuo impossível...
Trata-se, pois, de um álbum feito unicamente para divertir os fãs do estilo, sem a pretensões inovadoras ou buscando reinventar o metal. Se é o que você procura, vista sua armadura, tenha cuidado com os dragões e vá fundo, pois não há como se arrepender.
Tales from the Kingdom of Fife – Gloryhammer
(2013 - Importado)
1. Anstruther's Dark Prophecy
2. The Unicorn Invasion of Dundee
3. Angus McFife
4. Quest for the Hammer of Glory
5. Magic Dragon
6. Silent Tears of Frozen Princess
7. Amulet of Justice
8. Hail to Crail
9. Beneath Cowdenbeath
10. The Epic Rage of Furious Thunder
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
A música que David Gilmour vetou na reunião histórica do Pink Floyd
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A espécie de "Massacration europeu" com quem Bruno Sutter quer dividir o palco
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
Os dois piores álbuns da discografia do Kiss segundo seu vocalista Paul Stanley
A canção do Led Zeppelin com solo atrapalhado que influenciou Van Halen e Steve Vai
John Baizley (Baroness) fará a próxima tour do Mastodon como membro convidado
A regra de vida que Mick Jagger achava que poderia ter mantido os Beatles juntos
O disco da "fase John Bush" que é o preferido de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
O clássico do Judas Priest sobre a angústia de crescer: "Como eu me encaixo?"
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


