New Wave Of British Heavy Metal: DVD peca na abordagem

Resenha - Iron Maiden e a New Wave Of British Heavy Metal

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Por Daniel Miola de Amorim
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Nota: 6

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Produzido em 2008, chega agora no Brasil este documentário que acreditei que poderia ser o definitivo sobre o movimento do metal inglês, mas, ao acabar o filme principal – com mais de duas horas de duração – você indaga: um movimento tão comentado como a Nova Onda do Metal Britânico se resume a apenas isso!? Apenas uma moda passageira que teve seu momento entre 1979 e 1982!?

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Inicialmente pensei que o destaque do Iron Maiden no título fosse apenas um chamariz, mas não. O documentário começa citando a criação do metal pesado, com Led, Purple e Sabbath, além de outros nomes que ajudaram a formatar o que viria ser a NWOBHM, o que é bastante propício; cita o movimento punk, o que também é importante, pois deixou como legado o “faça você mesmo” para as bandas do metal inglês; e aborda muito bem o início do movimento, em pós-meados da década de 70, com a discoteca de heavy metal The Bandwagon Soundhouse, sob o comando de Neal Kay, que acabou virando DJ por acaso e teve uma atuação importante no crescimento e popularização do heavy metal na Inglaterra naquele período e é um dos entrevistados. São bem citadas e abordadas as pioneiras do movimento: Saxon, Def Leppard, Diamond Head, Tygers of Pan Tang, Praying Mantis, Samson e Iron Maiden, que teve um destaque muito grande em detrimento da história da NWOBHM.

Ninguém nega a importância do Iron Maiden e que a história do metal inglês se funde à sua própria história, mas o movimento não aconteceu por causa da banda, pois na realidade já estava acontecendo de forma regional, e o público e bandas só perceberam que faziam parte de algo maior, de um movimento, quando saiu uma matéria sobre esta nova onda de bandas do metal inglês no semanário Sounds, em 1979, escrito por Geoff Barton, que também dá seu depoimento. Como eu disse, o início do movimento é retratado de forma muito boa, entrevistando pessoas que estavam envolvidas de alguma forma com a cena do rock/metal inglês, inclusive com membros das bandas Praying Mantis, Samson, Tygers Of Pan Tang, Diamond Head, Girlschool e Iron Maiden (Dennis Stratton – que dá uma leve cutucada no Steve Harris - e Paul Di’Anno), mas peca, e muito, na abordagem do movimento como um todo.

O Angel Witch, que foi considerado um dos nomes mais promissores do movimento, e que inclusive disputou o contrato com a EMI com o Maiden, mal é citado. O debut álbum homônimo é um dos maiores clássicos da NWOBHM. Concordo que não conseguiram mais nada que prestasse depois, mas foi um lançamento de muito valor para a época. O Venom, apesar de não serem instrumentistas dos melhores, causou impacto na cena com seu black metal, mas mal é citado. O Raven, uma banda que rompeu as barreiras da NWOBHM, foi bastante ativa e foi uma das poucas a assinarem com uma grande gravadora nem foi citado. O movimento é dado por encerrado em 1982: “quando ‘The Number Of The Beast’ foi lançado, o movimento que era conhecido como Nova Onda do Metal Britânico estava acabado”. Mas espera aí! E uma banda cult como o Witchfinder General que causou um certo burburinho devido às polêmicas capas de seus álbuns? Sim, era uma banda criativamente limitada, mas teve seu momento, assim como tantas outras. E concordo também que havia toneladas de bandas ruins, que hoje muitos teimam em considerar cult ou até mesmo clássicas, mas para mim o movimento não pode ter sido o pouco abordado pelo documentário.

Apesar de mostrar algumas imagens/clipes da época, não foi o suficiente para o telespectador entrar no espírito da NWOBHM. São mostrados apenas trechos, mas acredito que para quebrar um pouco a monotonia das entrevistas deveriam ter mostrado a performance inteira das Girlschool; todo o interessante clipe do Diamond Head, “Am I Evil?”; e outros mais. Não foi sequer citada a criação de gravadoras independentes. Não mostraram imagens de lojas especializadas em metal da época e nem pontos de encontro dos fãs, com exceção da Soundhouse. Há depoimentos interessantes, como por exemplo um dos entrevistados dizendo que o Praying Mantis era uma banda sensacional, enquanto que os próprios membros fundadores não a consideravam uma banda da NWOBHM, apenas “pegaram a onda”; um outro dizendo que o Diamond Head deveria ter sido a maior banda do movimento, mas a banda perdeu um empresariamento de peso por total ignorância; ou ainda com o produtor Tony Platt, que trabalhou com o Iron Maiden em “Women In Uniform” e diz ter percebido que o guitarrista Dennis Stratton estava sendo deixado de lado. Aliás, como é praticamente contada a história dos primeiros anos do Maiden, é interessante a visão de pessoas de fora sobre a banda.

O DVD – que é todo legendado - também traz dois mini documentários, bem curtos. Um sobre o Air Guitar, com destaque para o personagem Rob Lumehouse, que apareceu na Soundhouse com uma réplica da guitarra Flying V agitando feito um louco e teve seus quinze minutos de fama; e um sobre a Radio 1, que ao meu ver não acrescentou nada ao documentário.

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