Orchid: uma das novas bandas mais legais da atualidade
Resenha - Capricorn - Orchid
Por Junior Frascá
Postado em 12 de abril de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Com sonoridade totalmente voltada às décadas de 70/80, o ORCHID é uma das novas bandas mais legais da atualidade. E isso porque esse quarteto americano, mesmo com uma formação relativamente nova (está na ativa desde 2006), e sendo este seu debut, mostra uma maturidade de tirar o chapéu.
A sonoridade do grupo, embora muito simples, engloba uma grande diversidade de influências, em especial de doom metal, stoner e occult rock (pelos temas obscuros abordados liricamente), e hard rock setentista, mas de forma muito natural e orgânica, remetendo a nomes como BLACK SABBATH, SAINT VITUS, WITCHFINDER GENERAL e, em especial, CATHEDRAL, em sua fase mais psicodélica e viajada.
Além de ótimos riffs de guitarra, empolgantes e hipnóticos, e uma cozinha reta mas precisa, o grande diferencial do material fica por conta do vocalista Theo Mindell (famoso tatuador, do estúdio Spider Murphys tattoo), que tem um timbre muito cativante, com interpretações melancólicas que dão um tom de dramaticidade ainda mais evidente em cada uma das faixas apresentadas.
E embora todas as 9 músicas sejam excelentes, algumas merecem um destaque maior, como "Eyes Behind the Wall", a mais "Sabbathica" de todas; "Capricorn", que cativa logo na primeira audição; "Black Funeral" e seu clima fúnebre e carregado; "Master of It All", com um dos refrãos mais legais do disco; e "He Who Walks Alone", sem dúvida a melhor do trabalho, com ótimos riffs, linhas vocais matadoras, e vários elementos psicodélicos que remetem ao CATHEDRAL na fase do disco "The Garden of Unearthly Delights", sendo um verdadeira obra prima.
Destaque também para a ótima qualidade de gravação que, embora propositalmente retro, deixa bem evidente todas as características principais da sonoridade do quarteto. E aqui vale mencionar também a timbragem das guitarras que, embora sem usarem muita distorção, conseguem ser bem sujas e pesadas.
Assim, "Capricorn" é um grande registro, daqueles para se ouvir diversas e diversas vezes sem enjoar, tamanha a qualidade das faixas apresentadas. E o disco acabou chamando tanto a atenção no underground metálico que a banda conseguiu assinar contrato com a Nuclear Blast, e está prestes a lançar seu segundo disco, "The Mouths of Madness".
Capricorn - Orchid
(2011 – The Church Within Records - Importado)
Tracklist:
01 – Eyes Behind The Wall
02 – Capricorn
03 – Black Funeral
04 – Masters Of It All
05 – Down Into The Earth
06 – He Who Walks Alone
07 – Cosmonaut Of Three
08 – Electric Father
09 – Albatross
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Foto junta Slash, Duff e Sharon Osbourne, e puxa o fio do tributo a Ozzy no Grammy 2026
Músicos do Angra encontram Bruce Dickinson gravando novo disco em estúdio de Dave Grohl
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
Os três personagens de uma canção de Dio: "um rapaz jovem gay, uma garota abusada e eu"
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


