Hour of 13: estamos a mercê do velho e pesado Doom metal

Resenha - 333 - Hour of 13

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Por Marcelo Hissa
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Proto-doom stoner filho de Black Sabbath Ozzy-years. É basicamente isso que você vai ouvir no 333 do Hour of 13. A banda americana ainda pouco conhecido no Brasil, já é famosa lá fora e teve o esse terceiro álbum lançado em 2012. Em 333 estamos a mercê do velho e pesado Doom metal em que se destaca os riffs graves e cadenciados, com muitas influências (quase cópia) do Black Sabbath.

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A excessiva citação ao Black Sabbath é necessária na medida em que até mesmo o timbre de voz de Phil Swanson se parece com de Ozzy (no tempo que Ozzy era "o Ozzy"). A comparação entre as bandas por si só já é um dos maiores elogios ao Hour of 13.

Deny the Cross abre o álbum mostrando que a intenção não é inovar, mas manter-se fiel a raíz. O som bem equilibrado e sem grandes produções prova que 4 instrumentos são mais do que suficientes para fazer metal competentemente. A temática é aquela original do metal que inclui a espiritualidade maniqueísta, dúbia, cunhada por rituais sombrios.

Rite of Samhain é outra música que merece ser citada, já que começa com mais groove. Apesar de cavalgada não se perder na velocidade. Mais uma vez destaque para os vocais Ozzy-like de Phil. Em alguns momentos ouve-se até um pouco de Iron Maiden na época do The Killers.

Who's to Blame é mais lentificada mantendo o clima Doom com maior variância no ritmo. Phil aqui canta com mais feeling, mas sem parecer melódico. Algumas passagens com guitarra limpas aproximam a banda do Stoner, deixando tudo mais interessante.

As músicas de forma geral são longas (algumas com 7, 8 e 9 minutos), mas que apesar da cadência não se tornam chatas. 333 é um álbum bem homogêneo, que apesar da falta de originalidade traz exatamente aquilo que esperamos de uma banda de metal... boa música.




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Sobre Marcelo Hissa

Médico em horário comercial, fanático e colecionador de música em tempo integral. Tipo de música preferida: a boa, se tiver peso melhor ainda.

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