Andre Matos: um trabalho ousado e inesperado

Resenha - Turn Of The Lights - Andre Matos

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Por Pedro Humangous
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A técnica e talento de Andre Matos são indiscutíveis. Sua carreira teve alguns altos e baixos, sempre passeando por bandas e projetos diferentes. Após sua saída do Angra, muita coisa aconteceu. Seus trabalhos mais recentes foram com a banda Symfonia e a reunião com o Viper. Mas o que os fãs esperavam mesmo era por um disco novo de sua carreira solo.

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E a espera, finalmente, acabou com o lançamento de "The Turn Of The Lights", terceiro registro com a banda que leva o seu nome. Quem acompanha a carreira do Andre sabe que o músico não costuma repetir a mesma fórmula. Então, o que esperar desse álbum, já que "Time To Be Free" foi tão diferente de "Mentalize"? Simples, mais um trabalho totalmente inesperado e incomum para sua carreira como um todo. As composições estão muito mais maduras, comedidas, suaves e acessíveis. As guitarras estão com uma timbragem mais limpa, com um toque mais Pop, construções simples e diretas dando vazão ao que mais interessa, nesse caso, as linhas vocais. Falando nelas, Andre pouco abusa de sua potência vocal, cantando em um tom mais baixo, de forma linear e mais teatral. Esqueça aquela agressividade e tons agudos encontrados nos primeiros discos do Shaman, ou mesmo no seu primeiro álbum. Tudo aqui é mais atmosférico, progressivo. Isso não quer dizer que "The Turn Of The Lights" seja ruim, apenas diferente. Essa estranheza toda passa após algumas audições e você acaba se acostumando e entendendo melhor a proposta do grupo. O fato é que faltou um pouco de punch ou, quem sabe, composições mais pegajosas. A arte da capa também deixou a desejar um pouco e que, apesar de bonita esteticamente, é meio sem sal. Um lançamento, no mínimo, interessante e de respeito. Andre Matos mostra que tem coragem, sem medo de experimentar. Isso, certamente, trará novos fãs para a banda e, possivelmente, afastará alguns outros. Faz parte.


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Sobre Pedro Humangous

Pedro Humangous, 28 anos, publicitário headbanger. Dono e editor chefe da revista Hell Divine. Santista apaixonado por música e uma boa cerveja. Atualmente reside em Brasília e não poupa esforços para fazer o metal se fortalecer no país. Já colaborou com as revistas portuguesas Versus e Horns Up, além da coluna "Rolo Compressor" na rádio Nucleo Base. Colecionador de CD's, DVD's, Livros e Action Figures, concentra suas forças no metal extremo, sem deixar de lado os demais estilos. Fanático por Opeth, Iron Maiden, Trivium, Kreator, Dream Theater, Baroness, Suicide Silence, entre tantas outras. Siga: @PedroHumangous

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