Andre Matos: Maturidade musical ainda maior
Resenha - Turn of the Lights - Andre Matos
Por Junior Frascá
Postado em 25 de agosto de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mesmo com o retorno providencial e transitório do VIPER, Andre Matos não deixou de lado sua carreira solo, e acaba de voltar à ativa com um novo lançamento, "The Turn of the Lights", com algumas mudanças na formação. E esse terceiro disco vem para consolidar de vez a carreira solo do vocalista, demonstrando uma maturidade musical ainda maior do que em relação aos discos anteriores.
Contando com a produção de Brendan Duffey e Adriano Daga, que deixou a sonoridade do material bem encorpada e consistente, "The Turn of the Lights" é, de longe, o disco mais variado da carreira do músico (o que não significa que seja o melhor, que fique claro!).
A banda conta com na formação atual, além de Andre e seu fiel escudeiro Hugo Mariutti, o guitarrista Andre Hernandes, o baixista Bruno Landislau, e o baterista Rodrigo Silveira,
O disco varia entre momentos mais pesados e voltados ao power/melodic metal que marcaram a carreira de Andre, como na excelente abertura "Liberty", assim como em "Course of Life", "Unreplaceable", "Oversoul" e "Light-Years", que contam com belos riffs, passagens intrincadas, e com Andre mostrando todos os predicados que o levaram a ser considerado um dos maiores vocalistas da história do metal brasileiro, e mesmo com mais de 25 anos de carreira, consegue cantar como se ainda estivesse iniciando.
Contudo, há outros momentos mais experimentais e repletos de influências variadas, como na faixa título, com uma bateria bem tribal, e ótimas melodias; "Gaza", bem climática e com influências setentistas, lembrando o que Andre fez na época do VIRGO; "On Your Own", que alia peso e melodia com muita naturalidade; e a balada "Sometimes", que encerra o disco.
Em virtude desta maior variedade de influências, o disco não é de fácil assimilação logo de cara, mas após algumas poucas audições mais apuradas acaba por mostrar todas as suas qualidades e, embora não seja nem de longe o melhor álbum já lançado pelo músico, é um disco bem legal de se ouvir, que foge do lugar comum, e com certeza não desapontará os fãs.
The Turn of the Lights – Andre Matos
(2012 – Azul Music - Nacional)
1. Liberty
2. Course of Life
3. The Turn of the Lights
4. Gaza
5. Stop!
6. On Your Own
7. Unreplaceable
8. Oversoul
9. White Summit
10. Light-Years
11. Sometimes
Outras resenhas de Turn of the Lights - Andre Matos
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angra - Rafael Bittencourt e Edu Falaschi selam a paz em encontro
Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
O guitarrista brasileiro que recusou convite de Chris Cornell para integrar sua banda
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
"Look Outside Your Window", álbum "perdido" do Slipknot, será lançado em abril
O icônico guitarrista que se tornou o maior herói de Dave Mustaine
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
A ótima música que o Metallica tocou apenas uma vez no Século XXI
SOAD: quando Shavo quase matou Brent Hinds em briga na MTV
O brasileiro com a voz parecida com a de Axl Rose que viralizou no TikTok


O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt
Produtor gringo opina sobre Andre Matos: "Se você não gosta, é porque é true demais"
A opinião de Tobias Sammet sobre a proliferação de tributos a Andre Matos no Brasil
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



