Cult: ombro a ombro com o melhor Hard do período
Resenha - Ceremony - Cult
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 24 de outubro de 2012
Em 1991, o THE CULT já tinha cinco álbuns, sete anos de carreira e uma variedade incrível de texturas sonoras sob sua batuta. Depois do batismo definitivo (é válido lembrar que em 1983, eles lançaram, homonimamente, o full "Southern Death Cult" e o EP "Death Cult"), a banda passeou por entre o pós- punk ("Dreamtime" de 1984), o gothic de "Love" (1985) e, finalmente o hardão característico de "Electric" (1987) e o mega clássico "Sonic Temple" (1989). Carregados na pegada setentista (e, inevitavelmente comparando, muito próximo ao estilo vocal de JIM MORRISON) da voz de IAN ATSBURY e na guitarra ácida e certeira de BILLY DUFFY foi, nessa última praia, que o som da banda britânica entrou de vez nos eixos. Embalados pela fábrica de hits do álbum anterior, lançaram, dois anos depois, o excelente "Ceremony".
Seguros pela cozinha experiente de MICKEY CURRY (bateria, ex- ALICE COOPER e DAVID BOWIE) e CHARLES DRAYTON (baixo, NEIL YOUNG e IGGY POP), e apoiados em arranjos de teclado e eventuais cordas, a banda fundiu o rock n´roll despretensioso de "Electric" com a faceta mais madura de seu sucessor, criando um álbum no qual se é impossível pular faixas. Se o êxito comercial recheado de hits do passado ( "Eddie, "Sweet Soul Sister, "American Horse") só se repetiu aqui com "Sweet Salvation", em termos de qualidade, a banda mostrou que andava ombro a ombro- e muitas vezes superiora- ao melhor do hard no período.
"Wild Hearted Son" e "Ceremony" – a faixa - iniciam com alusões ao som de uma celebração nativa cherokke (alguém pensou no Lizard King?) e desembocam no melhor espírito arena de coisas como "New York City" do álbum anterior. "Earth Mofo" vem carregada em um competente riff de DUFFY e, em uma análise mais contemporânea, lembra bem coisas que o VELVET REVOLVER faria quase quinze anos depois, "Full Tilt"- ao menos em seu início e refrões - lembra bem o VAN HALEN com Roth no início dos anos 80, e ambas são encharcadas de muita competência.
Mostrando a já conhecida habilidade de produzir baladas fora do esquema chororô, "Sweet Salvation", "Heart of Soul" e " If"- essa com um começo espetacular ao piano – mostram que capacidade, como diz o ditado- "é para quem pode e não para quem quer". Adaptando o passado à encarnação atual, "Bangkok Rain" traz resquícios de uma pegada mais obscura e possui uma bateria simples e eficientíssima; a acústica "Indian" lembra o melhor de PAGE/PLANT, quando atacavam nesse formato nos anos 70. Sinceridade? Um dos melhores discos dos anos 90.
Track List:
1. "Ceremony" – 6:27
2. "Wild Hearted Son" – 5:41
3. "Earth Mofo" – 4:42
4. "White" – 7:56
5. "If" – 5:25
6. "Full Tilt" – 4:51
7. "Heart of Soul" – 5:55
8. "Bangkok Rain" – 5:47
9. "Indian" – 4:53
10. "Sweet Salvation" – 5:25
11. "Wonderland" – 6:10
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
As três capas que enganaram Gastão: "Achei que era metal, mas era outra coisa"
A música mais idiota da carreira do Megadeth, na opinião de Dave Mustaine
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Metallica faz doação para vítimas de terremotos na Venezuela
Nikki Sixx (Mötley Crüe) celebra 25 anos de sobriedade
O guitarrista que faria Eric Clapton ficar apenas na guitarra base, se dividissem o palco
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
Bruce Dickinson compara Iron Maiden com serviço militar
Novo álbum do Queensryche terá conceito amarrado com o primeiro disco
A música do Gojira que Joe Duplantier não entende por que faz tanto sucesso


O músico que Slash achou que nunca conseguiria levar para o Guns N' Roses
Existe alguém que inspirou o The Cult a escrever "Fire Woman"? Ian Astbury responde
Entre a Sombra e o Futuro - Como Halford, Astbury, Danzig e Dickinson desafiaram seu passado


