Atsphear: está muito mais aliada à técnica

Resenha - Redshift - Atsphear

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Por Vitor Franceschini
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Antecedido pelo single de mesmo nome lançado neste mesmo ano, "Redshift", terceiro álbum destes espanhóis, vem para consolidar a carreira da banda e explorar ainda mais o lado Prog Metal do grupo. A banda, que antes se enveredava para os lados do Melodic Thrash/Death Metal, mantém a pegada pesada, mas agora, está muito mais aliada à técnica.

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Após uma introdução viajante e futurista a faixa título já emendada, surge com seus teclados espaciais e riffs influenciados pela música oriental. The Storm, que também foi lançada como single este ano, traz um incrível Prog Metal, com leves pitadas de Power Metal em alguns riffs, cozinha variada, ótimos solos e apenas vocais limpos de Juan Dominguez. Aliás, isso se repetirá muito no álbum.

Unknow Monsters tem seu belo inicio levado pelo baixo de Carlos Delgado e mais teclados, só que dessa vez mais clássicos. A composição é uma das mais Prog do trabalho, mostrando belos arranjos e uma interpretação muito interessante de Juan. A bateria de Abraham Ruiz, apesar de leve nesta faixa, mostra uma boa precisão.

Mas, o bicho pega mesmo em Empire. De forma épica, com quase 10 minutos, a faixa mostra muita versatilidade, inclusive com a volta dos vocais agressivos (que pouco aparecem neste trabalho), levada variada e ótimo trabalho de guitarras tanto nos riffs quanto nos solos, a cargo de Sergio Lara e Manuel Probanza.

A trinca que fecha o disco merece menção, já que a semi acústica Sand, a pesada e retrógada The Build Of The Stage e a balada viajante My Grave são ótimas composições e se destacam em "Redshift". O álbum marca uma nova era no Atsphear, que deixará alguns saudosos furiosos e conquistará novos fãs.

http://www.atsphear.com/


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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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