Estuary: delicadeza vocal? Não neste álbum...
Resenha - To Exist And Endure - Estuary
Por José Antonio Alves
Postado em 04 de outubro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se você procura por brutalidade sonora com vocais avassaladores de uma "delicada" mulher, deve conferir o trabalho da banda estadunidense ESTUARY. E antes que opinem algo do tipo "ah, mais uma parecida com ARCH ENEMY", adverto-os que "To Exist And Endure" vai muito além, com sólidas canções que passeiam por um Thrash/Death Metal vigoroso e que coloca muitas bandas do estilo no chinelo.
A julgar pela introdução, nada de coisinhas instrumentais mais "tranquilinhas" ou algo mais sinfônico. O álbum começa a 300 quilômetros por hora com a intro "To Exist...", emendada com um vocal monstruoso da faixa seguinte, "Soul Scarred Captives". A responsável por tamanha habilidade (e brutalidade!) vocal é Zdenka Prado, que desfila competência em todas as faixas do trabalho.
Temos de tudo um pouco: desde passagens super características na bateria nos remetendo ao Thrash Metal até algumas quebras de ritmo que são logo sustentadas por riffs bem empregados, ótimas melodias, como em "Of Weakening Stone" e "The Evershielding", e claro, pitadas de Death Metal bem dosadas. A cadenciada "Woven Denial" é um dos pontos altos do álbum, demonstrando que o disco não é aquela coisa direta e reta do começo ao fim, mostra que há espaço para ritmos diferenciados que logo ganham forma extrema juntamente com riffs matadores e passagens destruidoras na bateria.
"Flesh And Blood Dillema" até tem algo que nos remete a uma influência dos suecos do AT THE GATES, mas não é a melhor do álbum, este prêmio vai para "Riding The Tides Of Malice", que empolga com sua velocidade intensa e talvez seja o retrato do petardo, já que demonstra grande parte das características que compõem o álbum e o encerra em grande estilo. Ainda há tempo de mais uma instrumental, "...To Endure", que de forma cadenciada encerra definitivamente a avalanche sonora que em pouco mais de 40 minutos mostra todo peso e técnica da banda.
"To Exist And Endure" parece algo oriundo do inferno, que nos brinda com vocais que despejam monstruosidade, potência e muitas melodias instrumentais interessantes.
Preparem os ouvidos, deixem o machismo de lado e apreciem esta sapatada nas orelhas!
Faixas:
1. To Exist...
2.Soul Scarred Captives
3. Draining the Deptor
4.Of Weakening Stone
5.Woven Denial
6.The Evershielding
7.Flesh and Blood Dilemma
8.Silence and Mind
9.Riding the Tides of Malice
10. ...To Endure
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
O cantor que Bob Dylan chamou de "o maior dos maiores"
"Mamãe eu não queria" de Raul Seixas e a oposição irônica ao exército
Capital Inicial: cinco músicas que foram escritas por Pit Passarell, do Viper
Escritor publica foto da mulher que inspirou "Whole Lotta Rosie", clássico do AC/DC


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



