Roxette: Nos mostrando o que é Pop Rock de verdade
Resenha - Travelling - Roxette
Por Breno Rubim
Postado em 08 de julho de 2012
Nota: 8 ![]()
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Digam o que digam do Roxette neste site, a verdade é que sempre se tratou de uma banda de pop rock, e que merece seu lugar em notícias e resenhas. Após um hiato de dez anos, voltaram com "Charm School", e agora com "Travelling", álbum que procura retomar a proposta do lendário "Tourism", lançado há vinte anos: composição de músicas durante a turnê, gravação improvisada, em meio a "soundchecks" ou noites em hotéis.
Para as pessoas que torcem o nariz para a dupla sueca, recomendo que ouçam com atenção três álbuns lançados por eles: "Joyride" (1991), "Tourism" (1992) e "Crash! Boom! Bang!" (1994). Neles, ouvimos um pop rock de exímia qualidade, chegando mesmo a beirar o hard rock em alguns riffs, com melodias que, embora grudentas, eram extremamente empolgantes e criativas. Sem falar na voz de Marie Fredriksson: na minha opinião, simplesmente a cantora de voz mais extraordinária da história. Madonna, Lady Gaga, Beyoncé, Shakira... inventem qualquer uma. Nenhuma chega aos pés de Marie.
E por falar em Marie, em 2002 ela descobriu um tumor no cérebro, e tinha 5% de chances de sobrevivência. Apesar disso, conseguiu milagrosamente sobreviver, e hoje está aí. Já gravou dois novos álbuns de estúdio e fez dezenas de shows pelo mundo (inclusive no Brasil). Tal perseverança e força de vontade é rara hoje em dia. "Foi um milagre", chegou a falar seu companheiro de banda Per Gessle.
"Travelling" não contém a mesma vibe dos álbuns clássicos da banda (os que eu listei acima), mas contém os velhos elementos do som desses suecos, nos mostrando o que é pop de verdade: pegada de rock, power ballads, melodias criativas e arranjos sob medida. Destaques para "Touched By The Hand Of God" e "Excuse Me Sir, Do You Want Me To Check On Your Wife?", além de regravações de "Stars" (com pegada mais rocker) e "It Must Have Been Love", que, embora já esteja extremamente manjada, teve um interessante arranjo orquestral.
Este álbum nos mostra, mais uma vez, que os suecos do Roxette merecem respeito, e merecem figurar neste site do mesmo modo que um "U2" ou um "Foo Fighters". A dupla já conta com vinte e seis anos de estrada, e nos faz concluir que, em um mundo em que o pop parece estar tão perdido (vide as "divas" que eu listei acima, que de sensibilidade e criatividade musicais não têm nada), ainda existe, em algum lugar, o bom, velho e verdadeiro pop.
1. Me & You & Terry & Julie
2. Lover Lover Lover
3. Turn of the Tide
4. Touched by the Hand of God
5. Easy Way Out
6. It's Possible
7. Perfect Excuse
8. Excuse Me, Sir, Do You Want Me to Check on Your Wife?
9. Angel Passing
10. Stars (Live from Dubai)
11. The Weight of the World
12. She's Got Nothing on (But the Radio) (Live in Rio)
13. See Me
14. It's Possible [Version Two/Summer Version]
15. It Must Have Been Love (Live in Rotterdam)
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