Runaways: Você acha que lugar de mulher é no tanque?
Resenha - Queens Of Noise - Runaways
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 06 de julho de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em uma das cenas do filme "The Runaways" o "exótico" produtor KIM FOWLEY pede à vocalista CHERRIE CURIE que cante com mais atitude – segundo ele o público masculino só se interessa por mulheres na posição de "joelhos" (acho que fui claro né?). Fato é que, até hoje, o rock n´roll é um ambiente com predominância masculina (atenção eu disse – predominância e não exclusividade). Mas também é claro que isso é cultural e não algo relacionado a gênero – visto o som de bandas como L7, GIRLSCHOOL e muitas outras não deverem nada a "seu" ninguém.
Acontece que as RUNAWAYS foram muito, mas muito além disso tudo. Primeiro: gente da categoria de JOAN JETT e LITA FORD apareceu para o mundo vindas desse quinteto – e olha que eram só adolescentes na época. Segundo: poucas bandas na história conseguiram transitar tão facilmente entre a atitude punk e o som hard rock com pitadas de proto metal. Terceiro: tudo isso foi feito em apenas quatro anos - tempo que o grupo durou.
Depois do debut com o álbum homônimo (que trazia o mega clássico "Cherry Bomb"), em 1977 a banda lançou "Queens of Noise", mais maduro e amplo do que o primeiro - cortesia de EARLE MANKEY - produtor dos BEACH BOYS. O disco faz jus ao título - "Rainhas do Barulho" - com guitarras cortantes como aço em suas dez faixas.
"Queens of Noise" - a faixa - escrita por BILLY BIZEAU, é de uma crueza inacreditável, expondo as entranhas punks da banda. "Take or Leave It" resolve de vez a questão se mulheres sabem ou não tocar guitarra, com FORD quebrando a banca – essa mesma energia pode ser conferida na antecessora do hard da década seguinte, "I Love Playin' With Fire" e em "Neon Angels on the Road to Ruin", faixa no melhor estilo "Barracuda" do HEART daquela década.
E as baladas estão lá: "Midnight Music" mostra a receita certa para se dosar o peso em uma faixa lenta. Mais uma vez destaca-se aqui o trabalho da produção, polindo o som sem perder as características do som do grupo. Na sequência, "Born to Be Bad" passa a perna no ouvinte: começa lenta e melódica e cai numa espécie de experiência distorcida - boa até dizer chega.
Agora se você estiver com muita pressa na primeira vez que ouvir esse disco, vá direto para "California Paradise" e veja o prenúncio da NWOBHM ali mesmo. Olha, se você ainda acha que lugar de mulher é no tanque, escute e aprenda como se faz.
Track list:
1. "Queens of Noise"
2. "Take It Or Leave It"
3. "Midnight Music"
4. "Born to Be Bad"
5. "Neon Angels on the Road to Ruin"
6. "I Love Playin' With Fire"
7. "California Paradise"
8. "Hollywood"
9. "Heartbeat"
10. "Johnny Guitar"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Pink Floyd anuncia a coletânea "8-Tracks", que inclui versão estendida de "Pigs On The Wing"
A frase profética (e triste) dita por Bon Scott após show no lendário CBGB
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
Roland Grapow traz ao Brasil show celebrando 30 anos de clássico do Helloween
AC/DC nos anos 70 impressionou Joe Perry e Eddie Van Halen: "Destruíam o lugar"
Andreas Kisser relembra quando foi chamado de vagabundo por tocar no Sepultura
A música que o Helloween resgatou após mais de 20 anos sem tocar ao vivo
Anos após ser atacada por morcego, vocalista do The Pretty Reckless é picada por aranha
Andreas Kisser no Metallica? Guitarrista relembra teste e recepção com limusine
As regras do Viking Metal
O hit de Cazuza que letra do refrão original era "forte demais" e ele concordou em alterar
A opinião de Gene Simmons sobre o Sepultura que deve agradar aos irmãos Cavalera

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



