Killing Joke: Estreia é referência nos anos oitenta
Resenha - Killing Joke - Killing Joke
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 30 de junho de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Pós-Punk" designa, comumente, o período posterior ao chamado auge do punk rock, ocorrido por volta do final dos anos 70/início dos 80. Mais do que um movimento musical, a influência dessa nova postura atingia também outras áreas, como o cinema e a artes gráficas. No campo do rock n´roll, o aparecimento de bandas como MAGAZINE, PIL e WIRE exigia a identificação de seu som por uma nova nomenclatura, mais condizente com as novas estruturas melódica que, em comparação com seu predecessor, eram mais contidas, mais obscuras e melhor delineadas.
Uma das bandas representantes desse novo formato foi o KILLING JOKE. Formado em 1978 em Londres a banda contava, em um primeiro momento com JAZ COLEMAN (voz e teclados), "GEORDIE" KEVIN WALKER (guitarra), MARTIN GLOVER "YOUTH" (baixo) e "BIG" PAUL FERGUSON (bateria). Mantendo uma forte tendência punk clássica em suas composições, o grupo ia além, incorporando o experimentalismo nas faixas de seu primeiro álbum.
Homonimamente batizado, "Killing Joke" saiu em agosto de 1980, produzido pela própria banda. COLEMAN, principal letrista da banda no período mantinha uma linha politizada de composição, tratando de temas como questões sociais e natureza humana. Quanto à sonoridade, a banda apresenta várias alterações de dinâmicas, transitando entre passagens melódicas e momentos de pura distorção, sempre ponteadas pela segura guitarra de GEORDIE.
A banda- como mencionado reiteradamente na imprensa musical- influenciou uma série de grupos como NIRVANA, FOO FIGHTERS E SOUNDGARDEN. Duas faixas desse "full length", inclusive, foram gravadas pela banda de DAVE GROHL ("Requiem") e pelo METALLICA ("The Wait"- no álbum de covers "The Garage Days Re-Revisited"). Entretanto, pode-se dizer que o disco com um todo é excelente, recheado de elementos que viriam influenciar do grunge e metal à new wave dos anos seguintes.
"Primitive" tem uma levada característica da banda com vocais arrastados e a guitarra de GEORDIE segurando a massa sonora, em coesão total com a cozinha do grupo."Wardance" possui uma ótima estrutura "de fundo" em seu arranjo, com teclados inteligentes e backing vocals bem aos estilo da cena dos primórdios dos anos 80.
As guitarras quase atonais e a estrutura minimalista formam a base da excepcional "Tomorrow´s World", enquanto "Bloodsport" é um grande exemplo de virulência com inteligência: sustentada em um riff punk de primeira, a faixa instrumental reverbera o som dos teclados, seminais, sem cair no cansaço.
"Killing Joke" é, sem dúvida, álbum referência nos anos 80- basta ver a quantidade e a qualidade das bandas que são por ele influenciados.
Track list:
1. "Requiem"
2. "Wardance"
3. "Tomorrow's World"
4. "Bloodsport"
1. "The Wait"
2. "Complications"
3. "S.O.36"
4. "Primitive"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
A banda portuguesa com o melhor álbum de 2026 até agora, segundo Milton Mendonça
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
As três bandas de prog que mudaram para sobreviver ao punk, segundo o Ultimate Guitar
O músico que, sozinho, valia por uma banda inteira e deixou Dave Grohl boquiaberto
As músicas "melancólicas" e "épicas" que inspiraram "Fade to Black", do Metallica
Roland Grapow traz ao Brasil show celebrando 30 anos de clássico do Helloween
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
Os artistas que passaram toda carreira sem fazer um único show, segundo Regis Tadeu
O nojento hábito de Slash durante antigas gravações do Guns N' Roses
Quando a Rainha Elizabeth conversou sobre Heavy Metal com Rob Halford
O verdadeiro "serial killer" das grandes bandas, nas palavras de Robert Plant

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



