Powerwolf: Power Metal com uma roupagem mais pesada
Resenha - Blood of the Saints - Powerwolf
Por Marcos Garcia
Postado em 04 de maio de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em geral, quando uma vertente do Metal sai de evidência, muitos a dão como morta, mas o que pode estar acontecendo de fato é uma reciclagem, pois muitos gigantes continuam de pé e são forçados a fazer o que já fazem, muitas vezes sem ousar criar nada de novo por pressões mercadológicas, então, são sempre os mais novos que são obrigados a mostrarem serviço e pôr algo de novo no estilo. E no Power Metal atual, um dos nomes mais fortes é o do POWERWOLF alemão, cujo CD de estúdio mais recente, ‘Blood of the Saints’, de 2011, é o centro desta resenha.
A sonoridade é o bom e velho Power Metal de sempre, com uma roupagem mais pesada, que não privilegia a velocidade absurda, mas as melodias mais soturnas e densas, com um vocal mais voltado ao grave, e que é ótimo em seus momentos mais operísticos, com ótimos riffs e solos de guitarras, baixo e bateria mais preocupados com peso do que com técnica, embora não tenhamos nenhum músico fraco na cozinha, e teclados bem tocados e que aclimatam as músicas de uma forma muito boa mesmo, apoiado por ótimas orquestrações e letras que versam sobre o lado negro da vida, mas de uma forma irônica, beirando o humor negro. Ou seja, é como se fosse uma elegante trilha sonora, de muito bom gosto, de filme de horror daqueles antigos, que se preocupavam em dar medo.
A arte gráfica do CD é algo de incrível, pois soube aclimatar muito bem o que se ouve nas músicas, que por falar nisso, possuem uma produção muito boa, mesmo porque o número de estúdios que a banda usou para este trabalho é grande, mas somente o fato de Fredrik Nordström e Herink Udd estarem por trás da mixagem do disco, logo, já é um ponto muito forte, pois a sonoridade do disquinho é muito boa, mas intensamente pesada. E na carência de um batera próprio, contaram com a ajuda de Roel Van Helden.
Tirando a primeira faixa, que é uma intro extremamente climática, o que o ouvinte pode esperar das 10 faixas do CD?
Mais de 40 minutos de puro deleite, pois ‘Blood of the Saints’ é um disco excelente do início ao fim, e entra fácil no ‘top 10’ do ano de qualquer um, e isso faz com que destacar uma faixa ou outra algo injusto com a banda, pois conseguiram fazer um disco digno de méritos, pois temos pancadas como a forte ‘Sanctified with Dynamite’, com a presença de bases de guitarra chapantes e solo cativante, bem como de grandes vocalizações e orquestrações de teclado muito boas, mesmas características encontradas em ‘We Drink Your Blood’, que é um pouquinho mais climática e não tão rápida, e que possui vídeo oficial, ‘Murder at Midnight’; a sinistra e bem trabalhada ‘All We Need is Blood’, com teclados sombrios e onde a base rítmica baixo-bateria surpreendem; a rápida e com certo ‘q’ de ironia e humor negro ‘Dead Boys Don’t Cry’; e ‘Die, Die, Crucified’, uma faixa muito pesada e onde as guitarras e backing vocals se destacam bastante.
Em suma, um CD digno do pecúnio investido, e cuja satisfação do dono é garantida, especialmente se pegarem a edição especial que vem com o bônus CD ‘The Sacrilege Symphony (And Still The Orchestra Prays)’, onde temos cinco faixas da banda em versões orquestradas, feitas por Dominic G. Joutsen.
Assim sendo, que tal algum selo brasileiro bancar o lançamento do CD por aqui?
Enquanto isso, podemos ver os vídeos oficiais da banda:
Blood of the Saints - Powerwolf
(2011 – Metal Blade Records – Importado)
Tracklist:
01. Opening: Agnus Dei
02. Sanctified with Dynamite
03. We Drink Your Blood
04. Murder at Midnight
05. All We Need is Blood
06. Dead Boys Don’t Cry
07. Son of a Wolf
08. Night of the Werewolves
09. Phantom of the Funeral
10. Die, Die, Crucified
11. Ira Sancti (When the Saints are Going Wild)
Formação:
Attila Dorn – Vocais
Matthew Greywolf – Guitarras
Charles Greywolf – Baixo, guitarras
Falk Maria Schlegel – Teclados
Roel Van Helden – Bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
Sepultura anuncia "The Last Ceremony", que será realizado no dia 5 de novembro
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
The Dead Daisies anuncia Kelly Hansen, ex-Foreigner, como novo vocalista
Por que Angra não chamou Marco Antunes de volta, segundo Rafael Bittencourt
A banda de rock nacional dos anos 1980 que Lobão comparou com o Palhaço Carequinha
Álbum do Sepultura é citado como um dos melhores discos do thrash metal em lista da Kerrang!
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Filho de Chino Moreno (Deftones) sobe ao palco com o Soulfly
Os dois clássicos do rock que Ian Anderson do Jethro Tull acha genéricos demais
Charlie Benante fica de fora de mais um show do Anthrax
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O melhor baterista dos últimos 10 anos, segundo Lars Ulrich do Metallica
Bryan Adams conta em entrevista como foi compor hit pesado do Kiss
Steven Tyler explica porque recusou ser vocalista do Led Zeppelin
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



