Running Wild: Eles ainda tinham muita lenha para queimar
Resenha - Shadowmaker - Running Wild
Por Junior Frascá
Postado em 28 de abril de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Finalmente o suposto fim do RUNNING WILD não durou muito tempo! Não sei qual foi o real motivo do retorno da banda, se foi realmente por amor ao metal, por uma jogada de marketing ou devido ao fracasso que Sir. Rock´n Rolf teve com o terrível TOXIC TASTE, mas a verdade é que os alemães ainda tinham muita lenha para queimar, conforme prova este excelente novo material.
E em seu 15º registro de estúdio, Rolf e sua trupe de piratas mostram mais uma vez o porque de serem considerados uma verdadeira instituição do metal, com mais um disco fantástico, e inclusive muito melhor que os últimos registros da banda antes de seu "quase final" em 2009. Aquela excelente mescla entre heavy metal tradicional e hard rock, com influências que vão de THIN LIZZY a JUDAS PRIEST, presentes nos discos clássicos da banda está de volta, trazendo grandes riffs e aqueles refrãos para se sair cantando junto logo na primeira audição.
Rolf continua cantando muito, conseguindo impor aquela energia típica em todas as faixas, além de ser um verdadeiro riffmaker. O único senão das composições fica para a bateria, muito básica e repetitiva em alguns momentos, o que é agravado pela gravação, que deixou o som das batidas bem artificial, mas nada que prejudique muito o resultado geral do trabalho.
Todas as canções são muito legais, e o disco se destaca por cativar o ouvinte logo de cara. Sério, tente escutar faixas como "Riding the Tide" (a melhor do trabalho), "I Am Who I Am" (com riffs cortantes), "Shadowmaker" (uma pedrada com forte influência oitentista) e "Dracula" e não sair por ai cantarolando seus refrãos. O único senão fica para "Me & The Boys", uma faixa que tem um toque de TWISTED SISTER e não é de todo ruim, mas que foge um pouco do padrão de qualidade do disco por ser mais comercial.
Destaque também para a capa do trabalho, que foge dos padrões da banda, e para a gravação, que ficou bem legal no geral (com as ressalvas já mencionadas relativas à bateria), e pode ser considerada uma das melhores da banda até o momento. Além disso, a versão especial do disco contém um DVD bônus, com o making of do disco, e comentários de Rock´n Rolf sobre todas as faixas do CD.
Pois bem, o RUNNING WILD está de volta à ativa, e nos traz mais uma vez uma grande registro, que com certeza merece estar em qualquer coleção. Agora nos resta torcer para que a Mr. Rolf continue firme por muito tempo ainda, pois competência e criatividade ele tem de sobra. Vida longa aos piratas do metal!
Shadowmaker – Running Wild
(2012 - Importado)
01. Piece Of The Action
02. Riding On The Tide
03. I Am Who I Am
04. Black Shadow
05. Locomotive
06. Me & The Boys
07. Shadowmaker
08. Sailing Fire
09. Into The Black
10. Dracula
DVD
Making of Shadowmaker
Track by track commentary by Rock N´Rolf
Length approx. 40 min
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Fã de treinos de perna, Nita Strauss fala sobre sua dificuldade com a barra fixa
O bizarro campeonato de futebol entre sósias de Raul Seixas, Elvis Presley e Bob Marley
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford; "o som deles me abalou até o fundo"
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
O motivo do desentendimento de Silas Fernandes com Andreas Kisser, segundo Silas
Cinco obras-primas do Metal mundial, de acordo com Regis Tadeu
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


