Overkill: Som que lhes agrada e agrada seus fãs fiéis

Resenha - Electric Age - Overkill

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Por Junior Frascá
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Em primeiro lugar, uma constatação deve ser feita: que fase vive o OVERKILL! Em 2010 a banda lançou o excelente “Ironbound”, que foi considerado pelo público e pela crítica com um dos melhores trabalhos de sua discografia (o que não é uma tarefa fácil, diga-se), e agora no início de 2012 nos traz outro registro fantástico, que se não é melhor que seu antecessor, chega bem perto de superá-lo.
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E é gratificante ver uma banda veterana como o OVERKILL, e que dispensa maiores comentários, mantendo-se fiel a suas raízes, e fazendo o som que lhes agrada e agrada seus fãs fiéis há tanto tempo, mesmo diante de todos os problemas enfrentados pelo mercado musical nos últimos anos, inclusive com o surgimento de diversos modismos passageiros que tiraram muitas bandas dos caminhos que seguiam. Isso só mostra o quanto os músicos aqui em questão são apaixonados pela música pesada, e como respeitam seus fãs.

Falando da música propriamente dita, “The Electric Age” é um verdadeiro petardo do thrash metal, com todos os elementos característicos do som do OVERKILL, como vocais estralados, riffs soberbos e uma cozinha muito marcante, principalmente graças ao baixo infernal de D.D. Verni, que foram o grande destaque de “Ironbound”, e se destacam ainda mais no novo material. Há ainda aqueles elementos de hardcore, crossover e punk que fizeram a fama da banda, tudo bem dosado e estruturado, aliados à criatividade dos músicos em nos trazerem “mais do mesmo”, mas de forma muito competente e cativante.

Com uma qualidade de gravação excelente, e mantendo o mesmo peso encontrado em “Ironbound”, os americanos nos brindam com 10 faixas fantásticas e viciantes, sendo daqueles discos para deixar no “repeat” do aparelho de som por um longo tempo, como já prova a faixa de abertura, “Come And Get It”, digna dos discos clássicos da banda, numa verdadeira aula de thrash metal.

“Electric Rattlesnake”, que vem na sequência, apresenta mais variações e, apesar de rápida, possui um groove excelente, e riffs que impressionam, assim como “Wish You Dead”, com alguns momentos que remetem ao metal tradicional. “Black Daze” já é mais cadenciada, e com algumas incursões pelo Stoner metal, sendo uma das mais interessantes do disco, que segue até o final com muita qualidade, e que deverá agradar os fãs de todas as fases dessa lenda do thrash metal americano.

Não é o disco que irá mudar seus conceitos sobre a banda, mas se você já é fã (e fã de thrash metal em geral), certamente irá curtir muito este “The Electric Age”, que fatalmente irá constar de diversas listas de melhores de 2012. É o OVERKILL fazendo o que sempre fez, mas sem dúvida em uma de suas melhores fases da carreira. Altamente recomendado.

The Electric Age - Overkill
(2012 – Nuclear Blast - Importado)

Track List:
01. Come And Get It (6:18)
02. Electric Rattlesnake (6:20)
03. Wish You Were Dead (4:19)
04. Black Daze (3:55)
05. Save Yourself (3:44)
06. Drop The Hammer Down (6:25)
07. 21ST Century Man (4:13)
08. Old Wounds, New Scars (4:12)
09. All Over But The Shouting (5:30)
10. Good Night (5:37)

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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