Cannibal Corpse: Transbordando agressividade em cada nota

Resenha - Torture - Cannibal Corpse

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Por Junior Frascá
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Prestes a completar 25 anos de estrada, o CANNIBAL CORPSE continua incansável em sua tarefa de espalhar seu death metal brutal e doentio pelo mundo. Considerados como uma verdadeira lenda no estilo, e sendo, pelo menos no lado comercial, a banda mais bem sucedida da história do death metal, estes americanos nos trazem agora esse seu 12º álbum de estúdio, e que desde já pode ser considerado um de seus melhores discos da fase com George "Corpsegrinder" Fisher nos vocais, iniciada em 1995.
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Produzido por Erik Rutan (que consegue como ninguém capturar a essencia brutal do CANNIBAL CORPSE), nos estúdios Mana Recording em St. Petersburgo (Rússia) e Flórida(EUA), “Torture” nos brinda com o que de melhor o death metal tem a oferecer, com músicas rápidas e muito pesadas, transbordando agressividade em cada nota exalada, e também com outros momentos mais cadenciados e repletos de groove, o que torna seu som digno de destaque.

Além disso, o som da banda continua técnico e extremo como sempre, com um trabalho espetacular de guitarras, além de uma cozinha muito consistente, graças principalmente às linhas de baixo do genial Alex Webster. E seguindo a tradição, a banda trilha seu caminho pelos meandros mais extremos do metal, sem fazer concessões ou amolecer sua sonoridade para agradar quem quer que seja, se mostrando cada vez mais brutal.

O disco abre com a excelente “Demented Agression”, forte candidata a se tornar um clássico da banda, com uma levada insana, e com George urrando de forma intensa. Além desta, faixas como “Scorge of Iron” (mais cadenciada, e que conta com riffs e solos muito legais), “Encased in Concrete” (rápida, complexa ultra agressiva) “Followed Home Then Killed” (uma das mais variadas do disco, e com um clima bem sinistro) e “Caged... Contorted” serão daquelas mais pedidas nos shows da banda, e mostram o porque da fama destes canibais americanos.

As letras das canções continuam doentias e perturbadoras como sempre, assim como a arte gráfica do trabalho (não tanto quanto no passado, é verdade), criada por Vincent Locke, que há muito tempo já trabalha com a banda.

Com “Torture” o CANNIBAL CORPSE mostra mais uma vez toda sua força, e ao contrário de algumas outras bandas, passa longe de modismos ou excessos de modernidade, trazendo o que o fã espera, e colocam no mercado um forte candidato a melhor disco de death metal de 2012. Não deixe de adquirir o seu.

Torture – Cannibal Corpse
(2012 – Metal Blade - Importado)

Track List:

01. Demented Aggression
02. Sarcophagic Frenzy
03. Scourge of Iron
04. Encased in Concrete
05. As Deep As the Knife Will Go
06. Intestinal Crank
07. Followed Home Then Killed
08. The Strangulation Chair
09. Caged…Contorted
10. Crucifier Avenged
11. Rabid
12. Torn Through

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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