Rage: Outro grande registro mais voltado para o Metal

Resenha - 21 - Rage

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Por Junior Frascá
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Em seus quase 30 anos de carreira (28, para ser mais exato), os alemães do RAGE sempre se destacaram no meio metálico com seu power metal pesado e agressivo, capitaneado pelos vocais cativantes do líder Peter "Peavy" Wagner. E principalmente após a entrada do guitarrista Victor Smolski, em 1999 (quando lançaram o álbum "Ghost"), a banda atingiu um grau de excelência impressionante (culminando com o fantástico "Unity", de 2002), conseguindo ainda mais fãs e chegando ao merecido sucesso.

Embora tenha alguns percalços pelo caminho, principalmente com o lançamento de discos com poucas variações, a banda sempre conseguiu se manter relevante e acima da média, seja nos lançamentos mais diretos, seja nos mais pomposos e épicos, com a participação da orquestra Lingua Mortis.

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E agora acaba de ser lançado seu vigésimo primeiro (!) trabalho de estúdio (contando ai o disco lançado quando a banda ainda se chamava AVENGER), convenientemente chamado de "21", e que traz maiores variações musicais, recolocando a banda nos trilhos, mostrando que os músicos ainda têm muita lenha para queimar.

Seguindo uma linha mais agressiva e "metálica", e deixando de lado as orquestrações, desta vez a banda conseguiu realmente lançar mais um grande registro, que desde já pode ser colocado entre seus melhores discos, o que não é uma tarefa fácil. As músicas são muito bem compostas e estruturadas, e a produção de Charlie Bauerfeind (que já trabalha com a banda há mais de 10 anos) deixou o som bem orgânico e equilibrado.

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Peavy, além de se destacar cada vez mais nos vocais (inclusive com passagens mais agressivas e guturais), a cada lançamento se mostra um baixista melhor, com seu instrumento casando perfeitamente com as guitarras do monstro Victor Smolski, sem dúvida um dos melhores e mais criativos guitarristas desta geração. Destaca-se também em todo o disco o trabalho do baterista André Hilgers, que mesmo substituindo o aclamado Mike Terrana, consegue se sobressair e realizar um trabalho espetacular, tanto em termos de técnica como de "pegada", deixando tudo ainda mais agressivo.

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Após a introdução "House of Wins", a faixa título já mostra que temos em mãos algo especial, com riffs ultra pesados e cativantes, que remetem direito ao thrash metal, e com um refrão mais melódico mas muito legal, além de contar com um solo espetacular de Victor. Mais um clássico da banda!

Em "Forever Dead" a banda segue com uma pega mais pesada, com riffs repletos de groove, e Peavy soltando a voz como a tempos não fazia, transbordando fúria, enquanto "Fell My Pain" é mais voltada ao metal tradicional e ao hard rock, remetendo ao disco "Welcome to the Other Side".

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Além destas, merecem ser citadas ainda "Serial Killer", que mescla peso com melancolia na medida certa, e conta com um trabalho vocal excelente; "Destiny", com vários elementos que remetem ao speed metal; e "Concret Walls", com uma levada bem interessante, e Victor em sua melhor forma. Há ainda uma balada "Eternally", que encerra o trabalho, sendo bastante emocional, mas pouco se destacando em relação às demais faixas.

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Trata-se, pois, de outro grande registro do RAGE, desta vez mais voltado para o metal e sem grandes experimentalismos, e que deixa a banda novamente dentre as melhores da atualidade. Mais um candidato a figurar nas listas de melhores lançamentos de 2012.

21 – Rage (2012 – Nuclear Blast - Importado)

01. House Wins
02. Twenty One
03. Forever Dead
04. Feel My Pain
05. Serial Killer
06. Psycho Terror
07. Destiny
08. Death Romantic
09. Black And White
10. Concrete Wall
11. Eternally

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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