Rage: inovador sem sair do terreno já conhecido dos fãs
Resenha - 21 - Rage
Por Ricardo Seelig
Postado em 02 de março de 2012
Nota: 8 ![]()
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A carreira do Rage pode ser dividida em dois períodos distintos: antes e depois da entrada de Victor Smolski. O guitarrista russo mudou completamente a sonoridade do grupo fundado pelo baixista e vocalista Peter 'Peavy' Wagner em 1984. Quando Victor ingressou na banda, em 1999, o Rage ganhou não apenas mais um integrante, mas sim um músico excepcional que influenciou profundamente o direcionamento musical do grupo.
"21", novo álbum dos alemães, é mais um capítulo da parceria vitoriosa entre Smolski e Peavy, e inscreve-se entre os melhores discos da banda. O álbum traz um Rage mais heavy metal e menos pomposo. Não há no trabalho nenhum elemento de música clássica (com exceção da introdução "House Wins"), característica presente em diversos momentos da carreira do grupo e que gerou álbuns excelentes como "Black in Mind" (1995), "Lingua Mortis" (1996) e "Speak of the Dead" (2006). O que predomina é um heavy metal atual, pesado e intrincado na medida certa. As composições são de muito bom gosto, e contam com as tradicionais linhas vocais e refrões cativantes criados por Peavy. Pessoalmente, sentia o Rage um pouco repetitivo nos últimos anos, principalmente no último álbum, "Strings to a Web" (2010). Essa sensação desapareceu completamente após a audição de "21".
É facilmente perceptível a maior agressividade das faixas. Peavy chega a cantar de forma gutural em "Serial Killer", por exemplo, uma das grandes surpresas, e também uma das melhores faixas do disco. É evidente a coesão exibida pela banda, o que faz de "21" o melhor trabalho com o baterista André Hilgers.
Mas a grande estrela é Victor Smolski. Seja nos excepcionais solos ou nas bases criativas e inusitadas, o guitarrista demonstra, mais uma vez, que é um músico fenomenal. Desde sua entrada, o Rage afastou-se do power metal que levou o grupo à fama na década de noventa e desenvolveu uma sonoridade particular, que mescla elementos do power, thrash metal e hard rock. Atualmente, ninguém faz o tipo de música que o Rage faz, e isso é um tremendo elogio para uma banda com quase trinta anos de estrada e que soube se reinventar de maneira brilhante.
Um grande trabalho, que soa inovador sem sair do terreno já conhecido dos fãs.
Altamente recomendável!
Faixas:
House Wins
Twenty One
Forever Dead
Feel My Pain
Serial Killer
Psycho Terror
Destiny
Death Romantic
Black and White
Concrete Wall
Eternally
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