Hate: Mais uma boa banda vinda da Polônia
Resenha - Erebos - Hate
Por Marcos Garcia
Postado em 09 de fevereiro de 2012
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Nota: 9 ![]()
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A Polônia anda virando uma espécie de Meeca em termos de Metal Extremo há alguns anos, já que o número de bandas vindas de lá nos estilos mais agressivos de Metal tem sido cada vez maior, bem como a convergência de outras até este país tão oprimido pela antiga U.R.S.S. (quem quiser informações sobre ela, que faça um favor a si mesmo e pesquise) para buscar uma mão de obra em termos de produção sonora cada vez mais requisitada, já que a fórmula de lá vinda, o ‘padrão polonês’ de gravação, um tipo de peregrinação semelhante ao ocorrido nos anos 90 com bandas de Death Metal que iam aos Morrisound Studios, na Flórida (até o SEPULTURA passou por lá), e cada vez mais bandas boas têm posto discos memoráveis e dignos de atenção nas lojas, e o HATE é mais uma boa banda da Polônia, mais especificamente a cidade de Warsaw (conhecida pelo Sítio de Warsaw, durante a invasão alemã), e que chega a nós com seu trabalho ‘Erebus’.
A musicalidade da banda não é sempre veloz e nem sempre cadenciada, mais mistura ambos com conhecimento e bom gosto, o que vai fazer alguns incautos acusarem a banda de ‘cópia de BEHEMOTH’, mas antes de fazê-lo, espero que todos tenham a paciência de ouvir o disco, pois o HATE possui uma personalidade bem firme em seu Death/Black Metal, com algumas belas surpresas sonoras aos detratores.
Gravado nos Hertz Studios, sob a tutela do próprio ATF Sinner (mentor, guitarrista e vocalista da banda, e para quem ainda não sabe, ATF quer dizer 'Adam The First'), com a ajuda de Kris Wawrzak, mais a assistência dos irmãos Wojciech e Sławomir Wiesławski na gravação, mixagem e masterização, a sonoridade é aquela bem costumeira: brutalidade extremamente abrilhantada e pesada, com guitarras graves muito bem postadas, ‘zaga’ baixo-bateria pesada e sempre proeminente, sem que nenhum dos instrumentos perca definição e intensidade em momentos velozes. E a parte gráfica é muito caprichada, mostrando esmero e que a banda caminha cada vez mais a passos largos em direção à profissionalização.
Há de se destacar faixas firmes e intensas como ‘Lux Aeterna’ (com vários ritmos quebrados em um belíssimo trabalho da bateria), bem como ‘Erebus’, que segue a mesma linha; em ‘Quintessence of Higher Suffering’, há um belo trabalho das guitarras, digno de menção honrosa; a ótima ‘Hero Cults’, onde o trabalho do baterista é algo de absurdo; ‘Hexagony’, que é uma das mais pancadarias de todo o disco, onde as guitarras dão um autêntico show de técnica e melodia, escondidas sobre a brutalidade da banda, inclusive nos solos e nas terças (pois não é mais um daqueles solos que mais aparenta um estupro do instrumento que outra coisa); e ‘Wrists’, mais cadenciada e focada no peso, onde se percebe claramente que os vocais da banda não são apenas uma enxurrada de berros desconexos; e ‘Luminous Horizon’, onde há porções de guitarras melódicas muito bem feitas e colocadas.
Um disco que deve ser conferido com muita calma, e é recomendada uma segunda audição, pois ela tirará todas as dúvidas quanto o poderio de fogo do quarteto, e um aperitivo para os shows da banda que acontecem este ano no Brasil.
Tracklist:
01. Genesis
02. Lux Aeterna
03. Erebos
04. Quintessence of Higher Suffering
05. Trinity Moons
06. Hero Cults
07. Transsubstance
08. Hexagony
09. Wrists
10. Luminous Horizon
Formação:
ATF Sinner – Guitarras acústicas, rítmicas e solo, vocais
Destroyer – Guitarra Solo
Hexen – Bateria
Mortifer – Baixo
Kris Wawrzak – Samples nas faixas 1, 2, 4, 5, 6, 7, 8 e 10
Michael Staczun – Samples nas faixas 2 e 10
Lestath – Sintetizadores nas faixas 6 e 9
Contatos:
http://www.myspace.com/hatepoland
http://www.twitter.com/HATEband
http://www.hate-metal.com
http://www.facebook.com/HATEOFFICIAL
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