SuperSonic Brewer: Um mix de estilos que faz sentido
Resenha - Last Call To The Hell - SuperSonic Brewer
Por Vinicius Otavio Durli
Fonte: Polêmico Rock
Postado em 03 de fevereiro de 2012
Nota: 9 ![]()
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A temperatura aqui em baixo é de 200º, mas a sensação térmica é de 666º. O Supersonic Brewer executa um Thrash/Death com um ímpeto absurdo. O vocal lembra um pouco a velha escola do Death, algo na mesma natureza de Obituary na fase "Slowly We Rot". Já o instrumental segue outra vertente, algo totalmente tombado a um Thrash Metal, com riffs empolgantes e sem LENGALENGAS.
A devastação sonora começa com "Last Call", uma música de textura ácida, bateria cadenciada, contendo toda uma estrutura para literalmente "quebrar ossos" em um show ao vivo. Destaque para o solo de guitarra absurdo no final da canção, bem à moda Zakk Wylde. "Extermination" possui um gingado de bateria que lembra "Territory" do Sepultura, e com passagens fortíssimas, como "Do you understand all this shit that are happening?/Everyone are going to rot, dissappear." Gostaria de frisar que as comparações são apenas a títulos de comparação, mas o Supersonic Brewer possui personalidade de sobra.
"Illusion" de fato só serve para criar uma ilusão no ouvinte de que a banda irá mudar o ritmo das músicas anteriores, mas recai no mesmo estilo empolgante, porém sem cair na mesmisse. Eu arrisco a dizer que, entrelinhas, há uma influência Stoner Rock nas músicas do SuperSonic Brewer.
"Ready for Another Binge" serve de trilha sonora para pegar seu carango V8 e viajar sem destino, com estoque ilimitado de Heineken na mala. Enfim, aqui a canção de fato ganha um andamento mais arrastado, e tombado ao Stoner. Nunca imaginei que de fato um estilo assim entraria em perfeita harmonia com o vocal DOENTIO de Vini Durli.
"Dead Men Make No Shadow" é uma música nervosa, podendo causar graves degenerações TIMPÂNICAS aos desavisados. Rodrigo Fiorini ou Maurício Menegoto ainda não satisfeitos, exibem magníficos solos de guitarra. A música ganha um andamento mais arrastado em um determinado momento, com um timbre de guitarra que lembra o álbum "Severed Survival" do Autopsy.
Em "Blood Washed Hands" a canção ganha um estilo mais Southern Rock. "Destruction Overtruck" tem uma característica mais áspera, o verdadeiro olho da tormenta do disco, em opinião própria. Uma música perfeita para encerrar um show, onde pode-se prolongar a canção de forma a permitir um dos guitarristas a improvisarem solos, enquanto o público metaleiro vai à loucura.
"Society In Ruins" fecha o disco com andamento oscilante, onde Vini Durli abusa do vocal rasgado, parecendo estar com o ENCOSTO. Uma canção realmente linda.
Sem mais delongas, esta é a primeira vez que vejo tantas influências em apenas uma banda; um mix de estilos que faz sentido. O Supersonic Brewer ainda encontra-se em posição desprivilegiada dentro do mercado musical, como um barril de pólvora: até alguém descobri-los e explodirem em âmbito nacional e internacional.
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