Equilibrium: Álbum que nos transporta a batalhas antigas

Resenha - Turis Fratyr - Equilibrium

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por José Antonio Alves
Enviar Correções  

8


Se você está a procura de trilhas sonoras perfeitas para embalar as melhores histórias da mitologia germânica, não pode deixar de notar o trabalho do EQUILIBRIUM. A banda alemã apresenta em seu debut, "Turis Fratyr" uma experiência tão épica e medieval que praticamente nos transporta a uma época de batalhas antigas, ou mesmo nos leva aos momentos que estamos jogando RPG´s.

Ôôôôôeeee: Sílvio Santos aprovou montagem com Steve Harris

David Bowie: a última foto pública e a última foto privada

Muitas bandas procuram incorporar alguns sons diferentes em suas músicas, isso dá uma certa identidade que logo é percebida em "Turis Fratyr". A banda joga bem com o Folk metal, incorporando um pouco do Viking metal e até do Black metal, mas sem dúvida o grande diferencial neste trabalho é sua parte instrumental. Não que a parte vocal também não seja destaque, tendo em vista que os vocais de Helge Stang (que hoje já não está mais na banda) são agressivos e bem encaixados, mas realmente o instrumental, que possui elementos sinfônicos, simplesmente engrandece muito este trabalho.

Basta notar pela introdução e pela faixa seguinte, "Wingthors Hammer". Grandes guturais, e a banda dosando bem as partes mais rápidas com as que são mais cadenciadas. "Und Der Eiche" (esta sim transportando o ouvinte a uma batalha, só faltando erguer uma espada e partir para a luta), "Der Sturm" (com bom solo e uso bem feito dos teclados) e "Heimdalls Ruff" nos mostram grande complexidade e belos arranjos.

A atmosfera trazida é ótima, e proporciona alguns momentos mais "dançantes" também, como em "Widars Hallen", com uma bateria destruidora e bons arranjos de flautas e "Met", que cativa com seu refrão, nos levando a cantar, independente de ser em alemão (como todas as letras): "Met Met Met Met Met Met!"

Outro destaque é a faixa "Nordheim", que apresenta variações de partes mais lentas com partes rápidas, sendo uma das melhores do disco, e "Tote Heldensagen", uma das mais brutais do trabalho destes alemães. "Wald Der Freheit" é a instrumental que acaba abrindo espaço para "Shingo Murata" (faixa-bônus), faixa que encerra magicamente o álbum e demonstra de vez a capacidade dos músicos da banda de produzir estas canções. Não me estranharia ver alguns deles envolvidos na produção de alguma trilha sonora para algum filme medieval, ou mesmo na produção da trilha de algum game.

As melodias empregadas neste debut chegam a impressionar, visto que os músicos trazem algo original para as canções, se fosse para definir este trabalho, poderia dizer que mistura um pouco de Moonsorrow, com melodias a la Ensiferum e Kalmah, juntamente com a energia e ritmos do Finntroll e Korpiklaani, mais umas pitadas do Rhapsody. Um trabalho de respeito, para os fãs do gênero, um prato cheio!

Faixas de "Turis Fratyr":

1. Turis Fratyr (Instrumental)
2. Wingthors Hammer
3. Unter Der Eiche
4. Der Sturm
5. Widars Hallen
6. Met
7. Heimdalls Ruf (Instrumental)
8. Die Prophezeiung
9. Nordheim
10. Im Fackelschein (Instrumental)
11. Tote Heldensagen
12. Wald Der Freiheit (Instrumental)
13. Shingo Murata (faixa-bônus)




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Ôôôôôeeee: Sílvio Santos aprovou montagem com Steve HarrisÔôôôôeeee
Sílvio Santos aprovou montagem com Steve Harris

David Bowie: a última foto pública e a última foto privadaDavid Bowie
A última foto pública e a última foto privada


Sobre José Antonio Alves

Aventureiro, mochileiro, amante da cultura latina e claro, fã de um dos estilos mais fascinantes deste universo musical: o Heavy Metal!

Mais matérias de José Antonio Alves no Whiplash.Net.

adWhipDin adWhipDin adWhipDin