Aeon Arcanum: Para apreciadores de brutalidade e técnica
Resenha - Monuments - Aeon Arcanum
Por Vitor Franceschini
Postado em 31 de dezembro de 2011
Nota: 9 ![]()
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Uma das surpresas, sem dúvidas, é o fato de a banda vir da Macedônia, onde a cena Metal não tem muita expressão internacional. Originalmente formada em 2003 com o nome de Arcanum, a banda mudou seu nome para Aeon Arcanum em 2008 e de lá pra cá havia lançado somente um single intitulado "Mind´s Eclipse", em 2009.
Neste ano, o power trio formado por Aleksandar Ivanov (vocais/guitarra), Dragan Teodosiev (bateria) e Darko Avramovski (baixo), lançou "Monuments", seu primeiro trabalho oficial.
A outra surpresa é que quando colocamos o álbum para tocar, de cara imaginamos uma banda que investe em um Death/Doom Metal, já que a faixa que abre o disco, "Dysphoria" possui uma levada cadenciada, riffs e solos melódicos, além de um clima denso.
Mas, apesar da introdução dedilhada e triste, a segunda faixa, "Morbid Incarnation", apresenta a verdadeira faceta da banda. Apesar de continuar com guitarras melódicas, surgem os blasts beats, quebradas muito bem encaixadas, além de um clima denso. Os vocais de Aleksander seguem a linha gutural típica do Brutal Death Metal.
A técnica apurada da banda e a inclusão de vários elementos como tambura (instrumento de cordas indiano) sintetizadores e percussão, é outra surpresa, pois não há nada de excessivo que tire a sonoridade extrema praticada pela banda. Por se tratar de um trio, o grupo conta com músicos adicionais em seu show.
"Lurid Luminance" mostra o lado mais épico e trabalhado da banda, com seus mais de oito minutos. A composição possui riffs e cozinha rápida, porém com um clima melancólico, que encobrem passagens viajantes e são envoltos por um ótimo arranjo. "Cosmic Solitude" segue uma linha mais moderna e com influências de Gothic Metal nos arranjos, mas, incrivelmente, é a faixa menos melódica da banda.
"Entreaty", que fecha o disco, mostra de vez o lado mais brutal da banda, lembrando nomes como Aeternus, pelo riffs típicos de Black Metal e o vocal urrado e extremamente raivoso.
A produção do trabalho merece destaque. O som do grupo é complexo e pesado, e em nenhum momento soou embolado ou desconexo. Um disco de Metal extremo para apreciadores de brutalidade e técnica. Grata surpresa!
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