Arch/Matheos: Remetendo obviamente ao Fates Warning
Resenha - Sympathetic Resonance - Arch/Matheos
Por Junior Frascá
Postado em 12 de outubro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de muito tempo sem trabalharam juntos, no início de 2010, o guitarrista e líder do FATES WARNING, Jim Matheos reencontrou o ex-vocalista da banda, o excepcional John Arch, e resolveram montar um novo projeto de metal progressivo, e, após muito trabalho, chega ao mercado este excelente "Sympathetic Resonance", que mostra novamente toda a química existente entre esses músicos.
Como todos sabem, ambos foram responsáveis por elevar o nome do FATES WARNING ao patamar das grandes bandas do metal progressivo, tendo lançado juntos os álbuns "Night on Brocken", (1984), "The Spectre Within" (1985), e "Awaken the Guardian" (1986). Mas, por não mais querer se dedicar ao Heavy Metal, Arch resolveu deixar a banda no final dos anos 80, sendo substituído pelo também excelente Ray Alder. Mas agora, com este novo projeto, parece que os músicos conseguiram resgatar o que de melhor fizeram em seus trabalhos em conjunto, e tem tudo para agradar os fãs mais exigentes do estilo.
Além de Arch e Matheos, o projeto ainda conta com o excelente baixista Joey Vera (Armored Saint, Anthrax), além do baterista Bobby Jarzombek (Demons and Wizards, Halford) e de Frank Aresti (Fates Warning) em alguns solos de guitarra.
Jim ainda continua um grande instrumentista e compositor, tanto em relação às belas melodias criadas, como nos riffs, solos e passagens mais intrincadas, que desenvolve com grande habilidade, sem soar exagerado. John Arch também continua com a voz potente de sempre, transmitindo forte carga emocional em suas interpretações, e usando e abusando de vocais altos e agudos, sendo o típico estilo de ame-o ou odeie-o. Ademais, Joey Vera também mostra toda sua técnica como baixista, estando mais livre do que no ANTHRAX, sendo que aqui as músicas exigem mais de sua técnica apurada. Por fim, Bobby também é um dos diferenciais do conjunto, sendo um verdadeiro monstro das baquetas, com técnica e precisão absurdas.
O som do conjunto, como dito, segue a linha do metal progressivo e, obviamente, remete aos primeiros trabalhos do FATES WARNING, mas destaca-se também o peso das composições, que são muito bem arranjadas e executadas. Outrossim, é repleto de canções longas, cheias das mudanças de andamento e quebradeiras comuns do estilo.
Todas as músicas são muito boas, e merecem ser ouvidas com atenção para que se perceber todos os maravilhosos detalhes que nelas se escondem. Mas não há como não citar um destaque absoluto do álbum: "Stained Glass Sky". Essa música, nos seus quase 14 minutos, representa com perfeição todos os elementos indispensáveis exigidos para uma banda de metal progressivo: longos trechos instrumentais, com diversas partes quebradas, aliadas a outras mais climáticas; uma bateria destruidora e técnica; baixo preciso e bem executado, e uma linha de voz bem encaixada, que leva o ouvinte a diversos tipos de sensações durante o decorrer da canção. Sem dúvida um clássico imediato na carreira dos músicos.
Agora é torcer para que este projeto não se restrinja a apenas este álbum, pois a banda tem tudo para ser uma das referências no estilo.
Eis aqui um forte candidato a melhor disco de metal progressivo do ano, disputando lado a lado com o novo do DREAM THEATER. E parece mesmo que, quando Mike Portnoy disse em seu twitter que este "Sympathetic Resonance" é o melhor disco de progressivo do ano, ele realmente achava isso, e não estava apenas querendo cutucar sua ex-banda...
Sympathetic Resonance – Arch/Matheos
(2011 – Metal Blade - Importado)
Track List:
1. Neurotically Wired
2. Midnight Serenade
3. Stained Glass Sky
4. On the Fence
5. Any Given Day (Strangers Like Me)
6. Incense and Myrrh
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Lenda do thrash metal alemão será o novo guitarrista do The Troops of Doom
O disco ao vivo que define o heavy metal, segundo Max Cavalera
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
As melhores bandas que Lars Ulrich, do Metallica, assistiu ao vivo
Ouça Sebastian Bach cantando "You Can't Stop Rock 'N' Roll" com o Twisted Sister
A pior faixa de encerramento de um disco do Metallica, segundo o Loudwire
O personagem invisível do Angra que merece mais destaque, segundo Rafael Bittencourt
Se Dave Murray sente tanta saudade da família, não seria lógico deixar o Iron Maiden?
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
O "pior músico" que Paul McCartney disse que os Beatles já tiveram
As músicas que o Iron Maiden tocou em mais de mil shows
O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
A opinião de Regis Tadeu sobre teoria de que Mayara Puertas assumiria vocal do Arch Enemy
O disco pelo qual Max Cavalera gostaria de ser lembrado; "Foi o mais difícil"
Dream Theater fará turnê de 50 anos? Mike Portnoy responde
Dez covers que são mais ouvidos que as versões originais no Spotify
A opinião de Zakk Wylde quando viu Guns N' Roses pela primeira vez
Nirvana: "Teoria musical é um desperdício de tempo", dizia Kurt Cobain



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



