Rhapsody Of Fire: Caminho salutar no power metal sinfônico

Resenha - From Chaos to Eternity - Rhapsody of Fire

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Por Durr Campos
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Parte daquele famigerado grupo do “ame ou odeie”, os italianos do Rhapsody of Fire vem trilhando um caminho salutar dentro do chamado power metal sinfônico. Assim como boa parte das bandas de metal, eles possuem um “estilo único”, no caso, o tal hollywood metal, seja lá o que isso queira dizer. Para o bem ou mal, o fato é que se trata de músicos muito talentosos e criativos dentro da cultuada temática de fantasia. Por falar em contexto, o novo álbum, “From Chaos to Eternity”, lançado no corrente ano, põe fim à "Emerald Sword Saga", iniciada no hoje cultuado registro de estreia, “Legendary Tales” (1997).
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Como a minha intenção aqui não é exatamente convencer seus desafetos de que estão errados, concentrar-me-ei nos apreciadores do Rhapsody of Fire. Porque sejamos sensatos, eles jamais lançaram um disco realmente ruim. Particularmente apenas o “Triumph or Agony” (2006) não me agradou, mas há coisas interessantes ali, reconheço. Seria até estranho eu afirmar o contrário, pois só a belíssima voz do Fábio Lione já serve como alento. Felizmente, logo em seguida, os caras vieram com um dos meus favoritos: “The Frozen Tears of Angels” (2010). Aquele disco trazia pelo menos um clássico imediato com a canção “Raging Starfire”.

Mantendo a inspiração em alta, “From Chaos to Eternity” fecha a saga “Emerald Sword” elucidando uma estória cheia de reviravoltas e surpresas. No âmbito musical, tudo muito bem elaborado e “redondo”, como num filme de Hollywood (ops!). Tudo aqui é repleto de pompa, grandiosidade e clima épico. Mesmo a timbragem dos instrumentos contribui para que possamos nos sentir parte da epopeia.

Desde a faixa título, passando pela fenomenal “Tempesta Di Fuoco” e a poderosa “Ghosts of Forgotten Worlds”, tudo soa rejuvenescedor e eficaz. Até mesmo as inusitadas passagens influenciadas em black metal escandinavo, as orquestrações sombrias e os blast beats soam plenamente naturais. Concordo com alguns jornalistas europeus quando dizem que o som da banda não sofreu mudanças drásticas, mas mostra-se atualizado. Talvez o grande responsável por isso seja um dos mentores da banda, o tecladista Alex Staropoli, especialmente por suas linhas utilizando-se de loops e samplers. O guitarrista Luca Turilli, o outro “gerente”, também não parou no tempo e sempre tira algumas cartas da manga com solos e licks bastante incomuns.

E novamente ele, Fabio Lione. Este homem está cantando horrores. Faz um favor a si mesmo e escute, na ordem, as derradeiras do álbum, respectivamente, "Tornado" e "Heroes of the Waterfalls' Kingdom". Esta última, por exemplo, sintetiza tudo o que é o Rhapsody of Fire: grandiosa (inclusive no tamanho, com seus quase 20 minutos de duração), clássica, barroca, intrincada, suave, perversa e moderna(!). Consegue imaginar a equação? Perde tempo não, corra e ouça a bolachinha no talo!

Rhapsody of Fire – From Chaos to Eternity
Nuclear Blast/Laser Company – 2011

Line-up:
Fabio Lione Vocals
Luca Turilli Guitars
Alex Staropoli Keyboards
Alex Holzwarth Drums
Patrice Guers Bass
Tom Hess Guitars (rhythm)

Track-list:
1. Ad Infinitum 01:30
2. From Chaos to Eternity 05:45
3. Tempesta Di Fuoco 04:48
4. Ghosts of Forgotten Worlds 05:35
5. Anima Perduta 04:46
6. Aeons of Raging Darkness 05:46
7. I Belong to the Stars 04:55
8. Tornado 04:57
9. Heroes of the Waterfalls' Kingdom 19:32

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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