Minus Blindness: É nítida a evolução em "Vile Veil"

Resenha - Vile Veil - Minus Blindness

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ben Ami Scopinho
Enviar Correções  

8


Opa, mais barulheira nordestina! Atuando desde 2006, o Minus Blindness vem direto de Salvador, Bahia, e debutou com um álbum muito interessante chamado "Choleric The Aversion" (08), para começar a incendiar os palcos de sua região em atuações que vem recebendo os melhores elogios possíveis. Agora, com toda a experiência adquirida neste período, o pessoal está lançando seu mais novo registro, "Vile Veil", através do selo Torto Fono Gramas.

E é nítida a evolução que "Vile Veil" apresenta em relação a seu antecessor. Tanto em termos de composição como de execução, o trio baiano está afiadíssimo ao explorar vocalizações meio guturais e rasgadas; e mesclar e torcer o Thrash e Death Metal, permitindo a infiltração do Hardcore e não temendo dispor de freqüentes melodias bem encaixadas que nunca amenizam a essência agressiva de sua proposta. Os caras são muito bons!

publicidade

Um dos grandes lances é que o Minus Blindness não renega as origens dos citados subgêneros, mas sua sonoridade consegue se manter contemporânea e possui potencial para agregar um público abrangente. Ponto positivo também pelo fato de, mesmo com a fúria que por vezes adentra pelo território do Heavy Metal extremo, é nítida a preocupação com o fator dinamismo, tal a diversidade e até mesmo quebra de ritmos, onde cada instrumentista teve papel fundamental para que os objetivos fossem alcançados.

publicidade

As 14 faixas estão balizadas lá em cima e cada ouvinte encontrará suas preferências, mas este escriba confessa que "Shitstorm" e "Taunt The Vile" se tornaram as preferidas desde a primeira audição, não há como não se envolver com toda a sinergia. E vale citar a participação dos convidados Sergio (Automata) dividindo as vozes em "Veils" e do conterrâneo Ricardo Primata, que sola sua inspirada guitarra na instrumental "Rising Of A Red Sun".

publicidade

O áudio é bem direto e resultado da união de forças entre a produção de Jera Cravo (Malefactor, Cobalto) no Estúdio 60 (BA) e a mixagem no Na Cena Estúdios (SP), dando para sacar com a devida definição cada instrumento em meio a tanta distorção. Um discaço! – e encerro estas linhas desejando toda a boa sorte ao Minus Blindness, que estará compartilhando sua música com os europeus em novembro, em sua primeira turnê pelo Velho Mundo.

publicidade

Contato:
http://www.myspace.com/minusblindness

Formação:
Tassio Bacelar - voz e guitarra
Armando Eigo - baixo
Thiago Andrade - bateria

Minus Blindness - Vile Veil
(2010 / Torto Fono Gramas - nacional)

01. Do The Math
02. Between Capricorn And Sagitarius
03. Fluidity
04. Lifetime Hiatus
05. Shitstorm
06. Taunt The Vile
07. Putrid Times Ahead
08. Veils
09. Theason
10. Insertions (Part 1)
11. Rising Of A Red Sun
12. Immaculate
13. Forever Is Farewell
14. Southern Engine

publicidade




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Osama Bin Laden: O que havia na sua coleção de cassetes?Osama Bin Laden
O que havia na sua coleção de cassetes?

Guns N' Roses: álcool, drogas e intrigas nos primórdios da bandaGuns N' Roses
álcool, drogas e intrigas nos primórdios da banda


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais informações sobre Ben Ami Scopinho

Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin