Police: Item essencial em uma boa Discografia Básica
Resenha - Reggata De Blanc - Police
Por Elias Rodigues Emídio
Postado em 13 de agosto de 2011
O grupo inglês The Police, concebido como um projeto ambicioso do baterista Stewart Copeland, é sem sombras de dúvidas um dos maiores representantes do que se convencionou chamar de Rock dos anos 80. Além de Copeland o line-up da banda possuía Sting, no baixo e nos vocais principais e o talentoso Andy Summers, na guitarra.
"Reggata De Blanc" é o segundo álbum da banda lançado em 1979. Este disco marca uma reviravolta no cenário musical do inicio dos anos 80 ao misturar a energia do Punk Rock a elementos minimalistas do Reggae. O próprio nome do disco é um trocadilho que poderia ser traduzido com "Reggae de branco".
No álbum nota-se uma clara evolução musical do grupo em relação ao disco de estreia, devido em sua maior parte a modernização dos equipamentos da banda. Merece uma especial atenção o baterista Stewart Copeland que em sua bateria incorporou efeitos eletrônicos próprio do instrumento. Isto o permitiu extrair de seu instrumento um som totalmente inovador para a época.
Este álbum é o grande responsável por fazer a banda cair nos braços do grande público e veio embalado pelos hits "Message In A Bottle" e "Walking On The Moon".

E por falar em clássicos o disco abre com "Message In A Bottle", sem dúvidas a maior canção do trio inglês. Em uma de suas composições mais inspiradas, Sting usa a metáfora de um náufrago cercado por um milhão de missivas de outros náufragos em garrafas para discursar sobre a solidão. A canção é embalada por um dos riffs mais memoráveis do Rock tão inesquecível quanto o de "(I Can’t No) Satisfaction" dos Rolling Stones ou "Paranoid" do Black Sabbath.
"Reggata De Blanc" traz um excelente trabalho de Sting no baixo e Copeland na bateria, em um momento mais descontraído com interessantes passagens vocais.
"It’s Alright For You" tem um ritmo dançante típico do Reggae, e novamente temos Summers com um excelente Riff de guitarra. A faixa também conta com um refrão inspirado que certamente permanece muito tempo na cabeça do ouvinte.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Em "Bring On The Night" é a vez de Copeland brilhar no disco, dando uma verdadeira aula em sua em sua bateria ao criar um ritmo bem dançante, reassaltando claras influencias jazzísticas. A faixa ainda possui um excelente trabalho de Sting no vocal (com ótimos backing vocais no refrão) e de Summers na guitarra conferindo certa elegância à música.
Já em "Deathwish" a banda flerta com os climas mais sombrios em todo o disco e mais uma vez a cozinha do Police mostra todo o seu potencial. O entrosamento entre Sting e Copeland é algo fantástico e isso se reflete diretamente ótimas nas canções do The Police.
A próxima canção é nada mais que "Walking On The Moon" outra canção que indelevelmente marcaria a carreira do grupo inglês. Copeland e Sting criam uma batida econômica perfeita para que Andy Summers desfile um de seus melhores riffs de guitarra em sua carreira com o trio inglês.

"On Any Another Day" é a melhor composição de Copeland no Police. Aqui temos a banda criando uma maravilhosa crônica do modo de vida urbana, destaque para a melodia bem elaborada e para os ótimos vocais na canção. Clássica!!!
"The Bed’s Too Big Without You" é uma das tristes composições de Sting, porém combina perfeitamente com a melodia mais alegre da canção trazendo claras influencias do Jazz.
"Contact" é o momento de Sting brilhar no disco com sua linha de baixo arrepiante, demonstrando sua grande capacidade criativa.
A variedade sonora deste disco é algo impressionante e "Does Everyone Stare" é de uma sofisticação impressionante, mostrando mais uma vez a competência da banda como um todo em um momento mais experimental.

Em "No Time This Time" a banda flerta com elementos do rock mais básico, é uma das músicas mais "aceleradas" do disco.
Como já dito anteriormente o Police é uma peça fundamental para se compreender melhor o Rock dos anos 80, e grande parte da influência da banda sobre as demais neste período é devido ao álbum "Reggata De Blanc", apontado por muitos fãs como o melhor trabalho do trio inglês.
O leitor pode ter certeza que ícones dos idos anos 80/90 como Skank, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, entres outros ouviram muito este disco e ele ainda continua fazendo escola entre grandes nomes do rock que mesclam sonoridades cruas com ritmos mais dançantes.
Item essencial em uma boa Discografia Básica.

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