Deus Castiga: Um grindcore bem sujo e caótico
Resenha - I'm alive fucking dead - Deus Castiga
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 12 de maio de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sabe daqueles grindcore bem sujos e caóticos? Pois então, apresento a Deus Castiga, outra competente banda brasileira do estilo.

A demo, estranhamente intitulada "I’m alive fucking dead" (ao ler a letra, você entende o sentido), possui 12 músicas (!) calcadas na velocidade extrema. As influências são da velha e da nova escola do grind: Napalm Death, Pig Destroyer, Nasum, Are You God?, e Hutt, entre outras.
Após a boa intro, o massacre de fato começa. E o pessoal da Deus Castiga tem pressa, muita pressa! "Ominous Dark" dá a cara da banda, e o restante das faixas seguem a mesma linha, quase todas sem exceder dois minutos (somente "My Blood is Racing throug My Veins" tem 2’03’’). Resumindo? Músicas brutais, bem estruturadas e sem descanso.
Difícil inclusive destacar alguma, já que todas têm um poderio avassalador. Toneladas de peso em forma de decibéis. Mas com esforço, recomendo "Fortune Cookie Jedi" e seus bons riffs.
Anderson faz um vocal rasgado cujo timbre é bastante semelhante ao de bandas black metal. Mas ele também é dono dos guturais, embora os use em menos quantidade. É incrível, pois você juraria que são dois vocalistas distintos. E claro, os holofotes ficam para o baterista Tiago, um cara que não sabe brincar com as baquetas. "Impressionante" é a primeira palavra que vem à mente ao ouvir seu trabalho na demo. A arte do encarte é simples, mas bonita, em especial a capa, muito bem feita. As cores vivas foram muito bem utilizadas no material.
A gravação está muito boa, embora a bateria meio que se sobressaia um pouco e encubra levemente os outros instrumentos, principalmente nos blast beats, mas as músicas são tão encorpadas que isso não chega a comprometer o material. Agora, apenas uma sugestão para essa promissora banda: apesar de divertido e criativo, o nome "Deus Castiga" pode não trazer muita credibilidade no meio underground, ainda mais com letras sérias (temas apocalípticos e agonizantes) e cantadas em inglês. Não seria melhor mudar o nome? Fica a dúvida.
Mas já se percebe que o grupo vai longe, e facilmente honrará com louvor a cena extrema tupiniquim, e quem sabe, fora daqui também. Talento eles têm. E uma advertência: essa demo vicia.
TRACKLIST
1. Intro
2. Ominous Silence Dark
3. Somethings Never Change
4. Lie in Rest
5. My Blood is Racing through My Veins
6. How You Dare
7. I’m Alive Fucking Dead
8. Scars
9. Dreaming
10. Memoryless
11. Darkest Night
Deus Castiga – I’m alive fucking dead (demo)
DC Records – 2010 – Brasil
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green relembra rejeição às músicas novas do Sepultura na turnê de 1998 com o Slayer
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
O cantor que Glenn Hughes chama de "o maior de todos"
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck
Zakk Wylde aponta o primeiro riff de Metal da história; não é do Black Sabbath
Os 4 fatores determinantes que levaram Renato Russo a dependência química
A condição que fez Edu Ardanuy não aceitar voltar ao Dr. Sin


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



