Stryper: Qual é o objetivo da banda com este álbum?
Resenha - Covering - Stryper
Por André Toral
Postado em 15 de março de 2011
Nota: 6 ![]()
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Álbum de covers é sempre algo que deixa qualquer ouvinte desconfiado. Afinal, ou a banda oferece mais do mesmo ou então parte para a recriação de clássicos a sua própria maneira. Definitivamente, entre estas duas alternativas, não há aquilo que podemos chamar de ideal. Ocorre que existem duas épocas bem diferentes. Antes dos anos 80 as bandas não tinham toda esta tecnologia disponível em estúdio, e em alguns casos a produção do material era sofrível – portanto, ótimo para covers. Já dos anos 80 em diante este cenário mudou muito, pois as bandas já dispunham de uma condição bem melhor para gravar, e os avanços tecnológicos nos estúdios já eram notáveis. Além disso, até a qualidade dos instrumentos e acessórios musicais fizeram muita diferença. Foi justamente nesta época que clássicos absolutos como "Breaking the Law" (JUDAS PRIEST), "The Trooper" (IRON MAIDEN), "Ain’t Talk About Love" (VAN HALEN) surgiram, e algumas perguntas passaram a fazer muito sentido. Se estes clássicos nasceram perfeitos, qual é a motivação para um cover? Há algo a acrescentar? Há algo que venha a revolucionar e nos fazer esquecer as versões originais que estão imortalizadas?

Neste âmbito o STRYPER nos apresenta um álbum repleto de covers para todos os gostos que foi lançado em 15 de fevereiro de 2011.
É interessante notar que sendo uma banda cristã, seria de se estranhar que o STRYPER demonstrasse versões para clássicos de bandas seculares. Mas é que o STRYPER foi uma das poucas – bem poucas – bandas cristãs que tocou com bandas seculares em eventos ao redor do mundo. Sem contar que, sendo um legítimo representante do hard rock, é natural que estes covers apresentem a formação musical da banda, fato confirmado pelo vocalista Michael Sweet.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A grande questão é entender a motivação do álbum, porque não há nada demais nele. Há bons momentos, mas não se acrescenta nada que falte nas versões originais, e em alguns casos chegam a mutilar algumas músicas. Este é o caso de "Over the Mountain" (OZZY), onde o riff principal ficou irreconhecível, sem contar que cometeram um sacrilégio imperdoável no solo da música, que é o seu maior atrativo na versão original advinda do mestre Rhandy Rhoads – chega a ser enfadonha.
Em outros casos, oferecem mais do mesmo como em "Black Out" (SCORPIONS), "Lights Out" (UFO), "Shout It Out Loud" (KISS), Breaking the Law" (JUDAS PRIEST) e "Heaven and Hell (BLACK SABBATH). Isso sem contar que a versão para "Immigrant Song" (LED-ZEPPELIN) é horrível, resultado semelhante ocorre com "Carry On Wayward Son" (KANSAS).
No entanto, nem tudo esteve perdido, pois temos versões bem empolgantes para "The Trooper" (IRON MAIDEN) e "Highway Star" (DEEP-PURPLE), onde a banda manteve intacto o genialismo de Ritche Blackmore no solo – deveria ter feito isso em "Over the Mountain" (OZZY).
Resultado satisfatório também tivemos em "Set me Free" (SWEET) e "On Fire" (VAN HALEN), onde o único problema é a interpretação de Michael Sweet para um estilo vocal tão diferente do seu – David Lee Roth -, mas que não compromete tanto. Já "God" fecha o álbum e é a única composição própria do STRYPER para este trabalho, e sem dúvidas trata-se de uma excelente música que lembra bastante o clima de "In God We Trust", com menos empolgação, porém, muito interessante.
Enfim, um álbum apenas mediano, mas que mostra claramente o poderio vocal do Michael Sweet, que se sai muito bem cantando estilos vocais bem diversos.
Conhece aquela história de bandas que dizem querer apenas homenagear seus ídolos, mas que na verdade estão é cumprindo a cota de álbuns com a gravadora? Pois é, é isso que "The Covering" dá a entender.
1. Set Me Free (Sweet)
2. Blackout (Scorpions)
3. Heaven and Hell (Black Sabbath)
4. Lights Out (UFO)
5. Carry On My Wayward Son (Kansas)
6. Highway Star (Deep Purple)
7. Shout It Out Loud (Kiss)
8. Over The Mountain (Ozzy Osbourne)
9. The Trooper (Iron Maiden)
10. Breaking The Law (Judas Priest)
11. On Fire (Van Halen)
12. Immigrant Song (Led Zeppelin)
13. God (Stryper)
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