Opeth: Uma das bandas mais competentes ao vivo

Resenha - Live At Royal Albert Hall - Opeth

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Por Thiago Pimentel, Fonte: Hangover Music
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Nota: 9


Em seu terceiro lançamento em DVD - o primeiro foi "Lamentations" (2005) e o segundo "The Roundhouse Tapes" (2007) - os suecos do "OPETH" aproveitaram tal ideia como forma de celebrar seus 20 anos de atividade. No caso do grupo liderado por Mikael Åkerfeldt (vocais e guitarra) o álbum escolhido foi o aclamado "Blackwater Park" (2000) - cujo lançamento, na época, completava 10 anos.

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As faixas de "Blackwater Park", disponíveis no DVD1 do lançamento, foram tocadas de forma ininterrupta - respeitando rigorosamente a ordem do CD - e não houve espaço para interação com a platéia. Tal fato deve ter causado estranhamento em quem sabe como o Mikael se comporta nos shows - o cara fala pacas!

Canções como "Dirge for November" - cujos mp3 e vídeo foram liberados como prévia - e "The Funeral Portrait" foram as grandes novidades pelo fato de, normalmente, não serem executadas pela banda. Já músicas como "Bleak" e "The Drapery Falls" - as mais "queridinhas" do público, digamos assim - receberam uma ótima resposta do público.

Algumas das músicas vistas em outros DVDs aqui ganharam uma versão mais sólida. Foi o caso de "The Lepper Affinity", cujo solo de piano em seu encerramento foi incluso, e "Harvest". Esta última com uma performance vocal (limpo) superior a vista em "Lamentations". Completa o primeiro DVD uma entrevista, cujas perguntas foram feitas por fãs, com Mikael.

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Quanto à performance individual dos membros não há muito o que comentar: o "Opeth" é uma das melhores bandas "ao vivo" da atualidade. A música da banda é complexa, mas mesmo assim o nível é mantido sempre. Esse DVD também apresenta o guitarrista Fredrik Åkesson - que não havia participado de nenhum outro vídeo do grupo -, que revela-se um grande guitarrista ao vivo e, inclusive, tecnicamente superior ao seu antecessor (Peter Lindgren).

Deixo uma observação a respeito da vocalização gutural de Mikael: aqui ela encontra-se menos "intensa" - mas bem longe de ruim - em relação aos outros DVDs do grupo. As principais afetadas foram as músicas iniciais do concerto. Em contrapartida seus vocais limpos estão no seu ápice.

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Quem nunca viu a performance da banda com certeza deverá se assustar com a facilidade que Åkerfeldt transita entre o canto extremamente limpo e o gutural agressivo. Tal dualidade é um dos maiores diferenciais do som do "OPETH". Isso em todos aspectos, não apenas no canto.

O segundo DVD trata-se de uma espécie de retrospectiva da história do grupo. Explicando: a banda executa uma canção de cada disco, respeitando a ordem de lançamento, e Mikael adiciona comentários sobre a época em questão. Inclusive aproveitando-se disso para apresentar os membros. Petardos como "Forest of October" - que versão! - e "The Moor" - incrível como essa complexa canção, cheia de variações e linhas de guitarra foi executada ao vivo - são os destaques desse DVD. Mais a frente a banda ataca com a agressiva "Wreath", destaco Martin Axenrot (bateria) - o cara destruiu tudo aqui - e a bela "Hope Leaves" - que foi incrementada com um ótimo solo de Frederick Åkesson em seu fim.

Além desse grande chamariz (a execução de "Blackwater Park") a casa de show escolhida também chama atenção: o lendário "Albert Hall" já foi palco de inúmeros shows e peças teatrais na Inglaterra. Monstros do rock n' roll como "DEEP PURPLE" - veja a homenagem com a capa -, "CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL" e "CAMEL" já registraram apresentações na histórica casa londrina. Mas quem ia imaginar que um grupo de prog death metal (ou seja lá como você queira rotular a banda) iria tocar em um local desses? Indagação esta, inclusive, comentanda por Mikael ao longo da apresentação.

Dos discos mais recentes - "Ghost Reveries" (2005) e "Watershed (2008)" - as representantes foram: "Reverie/Harlequin Forest" e "The Lotus Eater" respectivamente. A primeira, na minha opinião, trata-se de uma das melhores composições da banda e não costumava ser tocada ao vivo na turnê de seu álbum de origem. É uma canção bem melódica e progressiva - aqui os teclados são essencias para criar camadas sonoras - e seu outro (finalização) é espetacular. Já a segunda, iniciada com uma melodia cantada, mescla muito bem as origens pesadas e progressivas da banda - vide a parte instrumental no meio da música. O curioso foi a demora para arrumarem a guitarra de Frederick, fato este que fez a canção alongar-se um pouco.

Completam o segundo DVD uma espécie de documentário com a banda cujo foco seria a gravação deste show. O vídeo extra mostra como foi a preparação da casa, como os membros se portaram, etc. Interessante no contexto da obra.

Enfim, "In Live Concert At The Royal Albert Hall" firma o "OPETH" como uma das bandas mais competentes ao vivo e uma das mais relevantes do estilo na atualidade. São dois "sets" perfeitos, leve em consideração que só uma música "padrão" da banda (com uns 10min. e cheia de variações) já seria um enorme desafio pra uma banda de rock/heavy normal. Claro que a já comentada energia no vocal assusta - por menor que seja -, porque os caras são os mais próximos de perfeitos que pode-se exigir de uma banda ao vivo.

O "Blackwater Park" pode ser não ser o seu álbum favorito do "OPETH" - e não é o meu -, mas é um divisor de águas na carreira da banda. Fato. Parabéns a banda que conseguiu realizar - mais um - lançamento especial e diferenciado para seus fãs.

Formação:

Mikael Åkerfeldt - vocais e guitarra
Fredrik Åkesson - guitarra
Martín Méndez - baixo
Martin Axenrot - bateria
Per Wiberg - teclado

Setlist:

1. The Leper Affinity 11:01
2. Bleak 09:41
3. Harvest 07:02
4. The Drapery Falls 10:31
5. Dirge For November 08:55
6. The Funeral Portrait 08:58
7. Patterns in the Ivy 02:30
8. Blackwater Park 12:40

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9. Forest of October 18:01
10. Advent 16:01
11. April Ethereal 10:51
12. The Moor 12:34
13. Wreath 13:40
14. Hope Leaves 07:12
15. Harlequin Forest 14:01
16. The Lotus Eater 11:59

Tempo total: 02:55:37

Matéria original com fotos e detalhes extras:
http://hangover-music.blogspot.com/2011/02/resenha-dvd-opeth...




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Sobre Thiago Pimentel

Tenta, desde meados de 2010, escrever textos que abordem as vertentes da mais peculiar - em seu ponto de vista - manifestação artística do ser humano, a música. Para tal, criou o blog Hangover-Music e contribui no Whiplash.Net. Além disso, é estudante de jornalismo, guitarrista e acredita que se algum dia o Deus metal existira, ele morreu em 13/12/2001.

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