Dalriada: Grandiosa e poderosa atmosfera épica e medieval
Resenha - Ígéret - Dalriada
Por Renato Trevisan
Postado em 26 de fevereiro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Falar sobre Dalriada é chover no molhado, já que banda é um exemplo de competência e criatividade dentro do mundo Folk. A banda se utiliza de melodias pesadas, arranjos épicos e folclóricos aliados aos vocais poderosos e precisos da lindíssima Laura Binder, fazendo com que o som do grupo Húngaro seja único e incrível. Além da vocalista, as letras cantadas em Húngaro dão um charme a mais a banda, tanto que o nome de seus álbuns são os meses do ano em Húngaro antigo, logo "Ígéret" significa "maio". (:

"Ígéret", lançado dia 12 desse mês, pela AFM Records, é o quarto álbum lançado pela banda após a mudança de nome ocorrida em 2007 e, novamente, traz todas as características do grupo, mas dessa vez notamos algumas mudanças nas estruturas e solos - principalmente os de teclado, que ficaram "alá Dream Theater" - de algumas canções, principalmente na segunda música, onde temos um solo muito estranho, e parece mais uma música Country do que Folk Metal em si. Mas fora isso, os elementos Folk trazem a tona uma grandiosa e poderosa atmosfera épica e medieval que perduram durante toda a audição, com passagens extremamente envolventes.
Os vocais são extremamente bem encaixados, com duetos incríveis por parte de Laura e András Ficzek -guitarrista da banda - ou com os guturais de Tadeusz Rieckmann - baterista. O contraste entre a voz doce de Laura com os vocais masculinos e mais agressivos são algo que chamam a atenção desde o primeiro lançamento da banda, além dos coros épicos que entoam refrões incríveis, transbordando inspiração e toda aquela "magia" que o Folk Metal tem. Já o instrumental do grupo é perfeito, guitarras muito bem entrosadas, sempre pesadas mas melódicas, que aliada aos teclados, ajudam a compor a atmosfera das canções. Já a cozinha é destruidora, principalmente a bateria, que esbanja técnica e groove.
Acho que temos aqui, um forte candidato a melhor álbum de 2011, com banda e produção impecáveis. Eu poderia escrever páginas e mais páginas apenas tecendo elogios ao Dalriada, mas é melhor que vocês escutem e comprovem por si só. Em suma, uma aula de como se fazer música de qualidade, onde ritmo é contagiante e poderoso.
Intro - 02:43
Hajdútánc - 04:59
Hozd el, Isten - 04:33
Mennyei Harang - 06:17
Ígéret - 04:37
Igazi Tûz - 04:42
Kinizsi Mulatsága - 04:19
A Hadak Útja - 06:41
Leszek A Csillag - 05:50
Leszek A Hold - 06:14
Outro - 00:50
Line-up:
Laura Binder - Vocals
András Ficzek - Vocals, Guitars
Mátyás Németh Szabó - Guitars
István Molnár - Bass
Barnabás Ungár - Keyboards, Backing Vocals
Tadeusz Rieckmann - Drums, Harsh Vocals
Session / guest musicians:
Jonne Järvelä - Vocals (Korpiklaani)
Attila Fajkusz - Violin, Tambourine
Gergely Szõke - Viola, Lute
Ernõ Szõke - Doublebass
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Gary Holt expõe crise das turnês na Europa e exigência para bandas de abertura
"IA é o demônio", opina Michael Kiske, vocalista do Helloween
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Jimmy Page disponibiliza demo caseira inédita de clássico do Led Zeppelin
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis
A música que Robert Smith fez para deixar de ser gótico, e afastar parte dos fãs do The Cure
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
Dani Filth promete Cradle of Filth mais pesado em novo disco
Os dois erros científicos eternizados na capa do "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd
Sociedade Alternativa: Fama proporcional à escassez teórica
Cradle Of Filth: Dani Filth explica seu conceito de religião


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?



