Mr. Big: Grande volta da formação clássica aos estúdios
Resenha - What If... - Mr. Big
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 11 de janeiro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Marcando a volta da formação clássica do MR. BIG, "What If..." é o primeiro disco da banda em aproximadamente 10 anos – lançado no final de 2010, no Japão, e no início de 2011, no resto do mundo. Como os outros grandes conjuntos de hard rock que estão voltando, o MR. BIG tenta também regressar ao passado para trazer todas as sonoridades que compõem seu estilo. Assim, estão presentes o virtuosismo de Paul Gilbert, a habilidade de Billy Sheehan, a versatilidade de Eric Martin nos vocais e a precisão de Pat Torpey na bateria.
A primeira faixa é a excelente "Undertow", já conhecida por ter sido apresentada em um single e em um videoclipe prévios ao disco. Essa abertura ressalta justamente o vigor e a emoção presente nos vocais precisos de Eric Martin, bem como a criatividade de Paul nas bases e nos solos. Em seguida, "American Beauty" conta com uma base mais solidificada no baixo e explora uma fusão de um rock mais acelerado e de um instrumental mais clássico do início dos anos 80, presente também na misteriosa "Nobody Takes The Blame".
"Stranger In My Life" é uma balada convencional, que peca por se basear apenas na voz de Eric Martin, sem o refino que diferencia o MR. BIG de outras bandas de rock. Por outro lado, "Once Upon A Time" traz peso nos instrumentos e um groove em seu andamento, resultando em uma faixa muito interessante, oposta à anteriormente mencionada. Na sequência, "As Far As I Can See" é outra faixa muito boa e traz um lado mais funky, coroado com um belo refrão, muito bem trabalhado e pegajoso.

"I Won’t Get In My Way" novamente investe em firulas de todos os músicos e, acelerando sobre a harmonia do refrão, cria um hard rock contemporâneo muito bem concebido. Paul Gilbert se rende a esse estilo ainda em "I Get The Feeling" que, com um vocal mais contido e cuidadoso de Eric, revisita também um pouco do blues.
"Still Ain’t Enough For Me" e "Around The World" são embaladas intensamente pela bateria e pelo baixo, sendo, na primeira, sucedidos por um vocal mais grave e rápido, e por uma série de improvisações, enquanto que, na segunda, a criatividade vai fluindo pelos instrumentos com a crescente faixa. Por fim, "Kill Me With A Kiss" encerra a audição reunindo, em uma faixa animada, o bom trabalho em equipe que a banda logra nessa reunião, com os instrumentistas, sem exceção, muito inspirados em uma canção bem intrincada.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Portanto, pode-se dizer que "What If..." é uma boa tentativa de reviver a glória do MR. BIG, sendo um lançamento que realmente nos reaproxima de tudo que o conjunto já buscou em sua bem sucedida carreira. No entanto, em determinados momentos, as canções excedem um pouco e parecem se tornar meras experimentações, com pouco compromisso com a melodia. Esse experimentalismo garante faixas muito distintas entre si e, por isso, o álbum não enjoa. Em contrapartida, nesses momentos, a banda foge um pouco do hard rock que o grupo mostrou saber fazer ao longo do tempo e em "All The Way Up" e "I Won’t Get In My Way", por exemplo. Nas faixas em questão, percebe-se o vocalista à frente, enquanto os instrumentos o servem, enriquecendo a melodia. "As Far As I Can See" e "Once Upon A Time" são complexas, bem compostas, mas passam um pouco do ponto.

Apesar disso, esses aspectos levantados são também subjetivos, fruto de uma prévia expectativa ao se ter o álbum em mãos. É também compreensível tal posicionamento por parte dos músicos que, com mais bagagem acumulada ao longo desses anos de separação, têm agora um horizonte ainda maior para explorar. No geral, um grande disco, recomendado aos fãs do rock bem feito, que foge da mesmice. Boa sugestão para iniciar bem o ano de 2011.
Integrantes:
Eric Martin - vocais
Paul Gilbert - guitarra
Billy Sheehan - baixo
Pat Torpey - bateria
Faixas:
1. Undertow
2. American Beauty
3. Stranger in My Life
4. Nobody Takes The Blame
5. Still Ain't Enough For Me
6. Once Upon A Time
7. As Far As I Can See
8. All the Way Up
9. I Won't Get In My Way
10. Around The World
11. I Get The Feeling
12. Kill Me With A Kiss

Gravadora: Frontiers Records
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