Iskald: para saudosistas do som feito na Noruega nos 90s
Resenha - Sun I Carried Alone - Iskald
Por Marcos Garcia
Postado em 04 de dezembro de 2010
Nota: 8 ![]()
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As vertentes mais extremadas do Metal, vez por outra, nos trazem cada surpresa que nos fazem sorrir de satisfação, uma vez que trabalhos sublimes surgem de onde menos esperamos e alegram nossos espíritos, em especial quando é algo diverso do que a maioria nos propõe, com chavões e clichês já desgastados, naquela típica brincadeira de ‘siga o mestre’, ou seja, seguem padrões que alguns nomes grandes ditam.

Agora, o ISKALD é daquelas bandas que ficam escondidas nas avalanches de lançamentos, mas que é preciso paciência de um bom curador de artes para poder encontrar, e muitas vezes, a paciência alheia é cansada.
Vinda da Noruega, a banda faz algo que denominam de Melodic Extremetal, mas na realidade, temos um Black Metal melodioso, bem feito, agressivo, intenso e atmosférico, mas que é, ao mesmo tempo, algo novo e de raiz, pois nos faz lembrar bandas como SATYRICON, EMPEROR e ULVER de seu lado mais extremo no EP ‘Bergtatt’ hiper personalizado, ou seja, cada elemento extremamente bem equilibrado e sem querer fazer este ou aquele de seu som suplantar os outros.
O CD é o terceiro full length da banda, novamente pelo selo Indie Recordings, e mostra que podem tanto atingir fãs mais de raiz quanto outros, pois é formado pela dupla Simon Larsen (guitarras, baixo, teclados, e vocais), e Aage Krekling (bateria e vocais), que gravaram o álbum e centram tudo que é referente à composição, gravação e idealização, e eles tem talento de sobra, e a banda convence.
A produção visual simples e apenas trabalhada em tonalidades de preto, branca e cinza dá um ar bem ‘Old’, dos primórdios da Segunda Geração do Black Metal, mas basta o som sair pelos falantes para se ouvir um dos melhores plays do ano. E até mesmo algumas letras em norueguês dão aquele mesmo sabor que muitos andam buscando há anos por aí. Acharão o que tanto procuraram neste disco.
Há destaques como a agressiva faixa de abertura ‘Under a Black Moon’; ‘Natt Utover Havet’, que alterna certa velocidade com momentos mais intensos e pesados; ‘Forged by Wolves’, esta um pouco mais para o climão do ‘In the Nightside Eclipse’, do EMPEROR; a terroroza faixa-título, que assusta os menos acostumados e incautos; a curta ‘Rigor Mortis; e a épica ‘Burning Bridges’, com seus mais de 10 minutos de variações de andamentos, e de climas macabros e sombrios.
Uma banda ainda desconhecida no Brasil, mas que garanto que aqueles que ouvirem terão verdadeiros espasmos de felicidade, pois se você é um dos que, como eu, sentem um pouco de saudades do que era feito na Noruega entre os anos de 91 e 95, pode ficar tranqüilo, pois a satisfação é garantida. Lembro que a banda faz shows, pois possui o apoio da dupla Ben Hansen (guitarrista) e Kenneth Henriksen (baixista) para tocar ao vivo.
Tracklist:
1. Alucinor
2. Under the Black Moon
3. Natt utover Havet
4. Forged by Wolves
5. I Lys av Mørket
6. The sun I Carried Alone
7. Rigor Mortis
8. These Dreams Divine
9. Burning Bridges
Contatos:
http://www.iskald.com
http://www.myspace.com/iskald
http://www.twitter.com/iskaldband
http://www.myspace.com/indierecordings
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